<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610</id><updated>2011-07-08T08:58:14.760-07:00</updated><title type='text'>Mergulho na Dúvida</title><subtitle type='html'>Alimento para a sua dieta filosófica.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-149462178237021525</id><published>2009-07-11T06:25:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T06:35:11.843-07:00</updated><title type='text'>Certeza?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SliVBNQcemI/AAAAAAAAAJU/yz0Iu0YG8kA/s1600-h/coruja_a_en.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 167px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SliVBNQcemI/AAAAAAAAAJU/yz0Iu0YG8kA/s200/coruja_a_en.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357195604728248930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Grupo de Filosofia da Linguagem e do Conhecimento, coordenado pelo Prof. Arley Moreno, vai realizar, com o apoio do Departamento de Filosofia do IFCH (Unicamp), do Programa de Pós-Graduação em Filosofia do IFCH (Unicamp), e do Centro de Lógica e Epistemologia da Unicamp, mais um Colóquio Wittgenstein: &lt;a href="http://www.ifch.unicamp.br/coloquio_wittgenstein/"&gt;III Colóquio Internacional/VI Colóquio Nacional Wittgenstein&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano o tema do Colóquio será "Certeza?", e os conferencistas convidados são: David Stern e Plinio Smith. O Prof. Moreno estará a cargo da primeira conferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os títulos das conferências e a chamada para apresentação de comunicações está no site (clique no link acima).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-149462178237021525?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/149462178237021525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=149462178237021525' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/149462178237021525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/149462178237021525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/07/certeza.html' title='Certeza?'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SliVBNQcemI/AAAAAAAAAJU/yz0Iu0YG8kA/s72-c/coruja_a_en.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-4474094286486240511</id><published>2009-04-08T07:55:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T08:00:24.381-07:00</updated><title type='text'>O Sentido Íntimo das Cousas (2)</title><content type='html'>Quando Caeiro disse que "o único sentido íntimo das cousas é elas não terem sentido íntimo nenhum", ele, em seu apreço pelos aparentes paradoxos, dá sentido ao que naturalmente não tem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a diferença, por exemplo, entre o ético e o trágico. O trágico é o fato de que o mundo é totalmente indiferente à minha vontade, enquanto o ético é a quase inútil exigência de que o mundo tenha algum sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que se depreende que linguagem é uma constante reconstrução; que é uma batalha diária de humanização das relações do eu com as coisas, com o outro e consigo mesmo; que ela implica o atrito entre a pulsão e a possibilidade da sua realização; e que é no interior dessa luta, na práxis, contra a subjugação, que conquistamos uma subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subjetivação dissolve o paradoxo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-4474094286486240511?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/4474094286486240511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=4474094286486240511' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4474094286486240511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4474094286486240511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/04/o-sentido-intimo-das-cousas-2.html' title='O Sentido Íntimo das Cousas (2)'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-8638604936353609936</id><published>2009-04-05T12:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-07T17:06:35.412-07:00</updated><title type='text'>No Círculo Cínico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SdkElaOQ9pI/AAAAAAAAAJM/g6-0SAQh9kk/s1600-h/cinico.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321289475455776402" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 135px; cursor: pointer; height: 200px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SdkElaOQ9pI/AAAAAAAAAJM/g6-0SAQh9kk/s200/cinico.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No Círculo Cínico&lt;/span&gt; é o nome de um livro de Ricardo Goldenberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o nosso tempo for realmente, como o descrevem algumas análises do espírito contemporâneo, o do cisnismo, então a maioria das expressões do pensamento que surge hoje em dia deverá carecer de autenticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque o cinismo, no sentido da desfaçatez e do descaramento em que o circunscrevo aqui, e não daquela escola de filosofia antiga que defendia o despojamento material e moral, consiste em simular o autêntico, em parecer-ser, em fingir uma legalidade ou uma moralidade, a fim de angariar alguma vantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecer-se-á o cínico pela absoluta falta de compromisso com o que apregoa. Todo o resto, o discurso, é semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, não é difícil hoje encontrar o marxista cujo marxismo é tão verdadeiro quanto o sincero amor de Xuxa pelas criancinhas, ou o artista cujo interesse vai, além da arte, direto para a fama e seus dois rendimentos mais ansiados, o sexo e o poder, ou os psicanalistas lacanianos especializados em política, aplicando, de modo imediato e canhestro, uma boa mitologia clínica no complexo e intrincado campo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas me lembram vivamente um certo morador da Cidade Universitária II, ali ao lado da Unicamp (Campinas-SP), na Avenida Luiz di Tella, que construiu um castelo num espaço exíguo, e encaixou no local uma estátua de si mesmo. Normalmente é a sociedade quem se encarrega de reconhecer seus heróis e próceres, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post mortem&lt;/span&gt;, é claro, e homenageá-los com estátuas por causa de algum benefício social. Mas esse homem resolveu dar-se a si esse reconhecimento, mesmo independente de qualquer ato coletivamente benfazejo, simulando a opinião alheia e o rito social à moda do solipsismo, e colocando sua estátua em posição panorâmica como um grande e eterno prócer. O detalhe, nada insignificante aqui, é que falta autenticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na luta selvagem na qual a economia de mercado livre nos mergulha, o cinismo em arte, filosofia e psicanálise parece até compreensível. Afinal, para que ser gênio e não ser compreendido? É melhor mesmo vender ova de baiacu como caviar pra não morrer de fome...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em arte, filosofia e psicanálise a lógica, hoje, é inaugurar estátuas de si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-8638604936353609936?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/8638604936353609936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=8638604936353609936' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8638604936353609936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8638604936353609936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/04/no-circulo-cinico.html' title='No Círculo Cínico'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SdkElaOQ9pI/AAAAAAAAAJM/g6-0SAQh9kk/s72-c/cinico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-529636324244094721</id><published>2009-02-26T10:08:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T11:11:53.067-08:00</updated><title type='text'>Filosofia de Botequim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/Sabbl1qg6II/AAAAAAAAAJE/wVYd_elf7qE/s1600-h/botequim.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/Sabbl1qg6II/AAAAAAAAAJE/wVYd_elf7qE/s200/botequim.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307170654009747586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Filosofia de botequim é uma coisa divertida - desde que saibamos bem quais são os limites. Ninguém deve tomar gato por lebre: o que se fala numa mesa de bar, fala-se por falar. O ritual se satisfaz em si mesmo, e nada ali deve ser levado a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as recomendações do bom-senso são difíceis de seguir. Principalmente aqui em Burundi, onde o que vale mesmo é o botequim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não é que se fundou uma nova associação de filosofia e psicanálise sem nenhum filósofo qualificado&lt;span style="font-size:85%;"&gt;?&lt;/span&gt; Não quero ser tão injusto: há filósofos qualificados ali, sim, com graduação em faculdades arquidiocesanas. Arquidiocesanas&lt;span style="font-size:85%;"&gt;? &lt;/span&gt;É, mas o MEC autorizou por enquanto. Vejam vocês mesmo em &lt;a href="http://www.abrafp.org/"&gt;http://www.abrafp.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas imaginem: se uns caras como esses podem cobrar 60 reais por mês, quanto deveriam cobrar os que se qualificaram com doutorado (no mínimo) nas melhores universidades daqui ou de fora&lt;span style="font-size:85%;"&gt;? &lt;/span&gt;E agora, pasmem: os mais qualificados não cobram nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não fossem suficientes as parvoíces de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Slavojs Zizeks&lt;/span&gt; de tudo quanto é tipo por aí, temos uma estupidez ainda mais profunda. Como disse Bernardo Soares, "o que mais me maravilha não é a estupidez com que a maioria dos homens vive a sua vida, mas a inteligência que há nessa estupidez".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em matéria de filosofia e psicanálise (quero dizer "filosofia da psicanálise"), toda estupidez é perfeitamente possível. Ela é, como a própria vida, desprovida de método de decisão. Só contamos com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a decisão&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em psicanálise é o que basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em filosofia, não. Filosofia, em geral, tem método. O método, ou a sua falta, é ela mesma. E, assim, conversa de botequim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-529636324244094721?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/529636324244094721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=529636324244094721' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/529636324244094721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/529636324244094721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/02/filosofia-de-botequim.html' title='Filosofia de Botequim'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/Sabbl1qg6II/AAAAAAAAAJE/wVYd_elf7qE/s72-c/botequim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-7621683595352757788</id><published>2009-01-25T16:19:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T14:24:23.048-08:00</updated><title type='text'>O Sentido Intimo das Coisas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SX44Ecwh78I/AAAAAAAAAI0/SpFErjvE4Ho/s1600-h/Alberto_Caeiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 164px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SX44Ecwh78I/AAAAAAAAAI0/SpFErjvE4Ho/s200/Alberto_Caeiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295731860924657602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Constituição íntima das cousas”…&lt;br /&gt;   “Sentido íntimo do Universo”…&lt;br /&gt;   Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada. [...]&lt;br /&gt;   Pensar no sentido íntimo das cousas&lt;br /&gt;   É acrescentado, como pensar na saúde&lt;br /&gt;   Ou levar um copo à água das fontes.&lt;br /&gt;   O único sentido íntimo das cousas&lt;br /&gt;   É elas não terem sentido íntimo nenhum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-7621683595352757788?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/7621683595352757788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=7621683595352757788' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7621683595352757788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7621683595352757788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/01/o-sentido-intimo-das-coisas.html' title='O Sentido Intimo das Coisas'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SX44Ecwh78I/AAAAAAAAAI0/SpFErjvE4Ho/s72-c/Alberto_Caeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-3215605902722850080</id><published>2009-01-21T10:32:00.001-08:00</published><updated>2009-01-21T11:01:45.929-08:00</updated><title type='text'>Psicanálise às Voltas com Mediocridade II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SXdrYTD5W5I/AAAAAAAAAIk/6RppQmP8eR0/s1600-h/abraham.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SXdrYTD5W5I/AAAAAAAAAIk/6RppQmP8eR0/s200/abraham.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293817952174955410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dos índices de mediocridade surge quando se vê psicanalistas tratando a matéria clínica como matéria empírica. A confusão é de natureza inconsciente: mistura-se o gramatical, algo que deveria ser apenas o estabelecimento de relações internas (como na arte, como na religião, como nos rituais de todo tipo), com uma verdade de tipo experimental ou científico, algo que estabelece relações externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que desconfio muito da aplicação da psicanálise por psicólogos e médicos com parca formação humanista. Vem dessa gente (em geral, claro) uma vontade de teorização expressa em frases soltas ao vento, do tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Isso, claro, corresponde a uma reação anal com claros índices edipianos" (ele quer referir-se a alguém protestando)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "A sua linguagem delirante mostra de imediato a foraclusão pela invasão do real no simbólico" (ele quer referir-se a uma entrevista com um esquizofrênico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "A impossibilidade de realização do luto impede o processo de introjeção da libido no ego" (ele quer referir-se a uma dificuldade de saída do luto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E claro, aqui o analista pula do concreto, da práxis, para o abstrato de uma teoria qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro de Elisabeth Roudinesco, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;História da Psicanálise na França&lt;/span&gt; (Zahar, 1988, p. 652), lemos algo a respeito desse tipo de mediocridade coletiva entre lacanianos. Tratava-se de um comentário ciumento de Lacan, no contexto da Escola Freudiana de Paris, contra Nicolas Abraham, Maria Torok e Jacques Derrida. Cito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A obra alcança extraordinário sucesso, notadamente depois que alguns lacanianos sentem-se fascinados por essa cripta barroca, ao mesmo tempo tão próxima e tão distante de seu palavreado cotidiano. O próprio Lacan fica muito surpreso. E, sentindo-se agredido pelo fato de se tocar dessa maneira num território do qual se apropriara, interpreta mal a elaboração dos autores e do prefaciador. Em seu seminário, comenta a obra esquecendo-se de que Abraham morreu há um ano e afirmando que Derrida deve estar em análise com os dois autores, já que se atrela a eles. Alguns imbecis na platéia explodem numa gargalhada, persuadidos da justeza dessa interpretação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer dessa gente que confunde matemas com realidade? Anos a fio aprendendo e aplicando Lacan, citando-o de cor e salteado, e usando, por exemplo, o matema dos quatro discursos como se fosse uma descrição da universidade, da histérica ou da psicanálise e não uma gramática de posições subjetivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode a história ensinar a essa gente sobre os destinos tão funestos que a psicanálise às vezes escolhe para si?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-3215605902722850080?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/3215605902722850080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=3215605902722850080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3215605902722850080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3215605902722850080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/01/psicanlise-s-voltas-com-mediocridade-ii.html' title='Psicanálise às Voltas com Mediocridade II'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SXdrYTD5W5I/AAAAAAAAAIk/6RppQmP8eR0/s72-c/abraham.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-480344821064545997</id><published>2009-01-21T10:30:00.000-08:00</published><updated>2009-01-21T10:31:03.028-08:00</updated><title type='text'>Psicanálise às Voltas com Mediocridade I</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os livros de história da psicanálise deveriam servir para nos ensinar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por que&lt;/span&gt; as instituições psicanalíticas tantas e tantas vezes estiveram envolvidas com o que há de pior (nazismo na Alemanha, década de 30 e 40; ditadura militar no Brasil, década de 60, para citar dois exemplos funestos), e a evitar que as coisas se repetissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estes livros, de fato, nada ensinam, em geral, porque pouco podem. E o motivo é da ordem daquilo que a própria psicanálise ensina: o inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, aprenderá algo de um livro de história da psicanálise apenas o psicanalista que já estiver predisposto a isso. Os outros, a grande maioria, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, de novo, não é a análise (boa ou má), nem o aprendizado (bom ou ruim), nem uma teoria (vanguardista ou conservadora), nem a supervisão (precisa ou mambembe) que definirá qualquer coisa, mas tão-somente o desejo eticamente mobilizado. Coisa impossível de proferimento universalmente articulado porque concernente a cada sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso como preparação para o tópico a seguir (acima.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-480344821064545997?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/480344821064545997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=480344821064545997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/480344821064545997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/480344821064545997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/01/psicanlise-s-voltas-com-mediocridade-i_6154.html' title='Psicanálise às Voltas com Mediocridade I'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-8444565296953303204</id><published>2009-01-19T05:05:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T08:55:29.738-08:00</updated><title type='text'>In my dreams I kiss your cunt</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SXR69TQGOOI/AAAAAAAAAIc/dBF2X3wkQew/s1600-h/keira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292990655625574626" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 108px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SXR69TQGOOI/AAAAAAAAAIc/dBF2X3wkQew/s200/keira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Your sweet wet cunt.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-8444565296953303204?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/8444565296953303204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=8444565296953303204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8444565296953303204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8444565296953303204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/01/in-my-dreams-i-kiss-your-cunt.html' title='In my dreams I kiss your cunt'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SXR69TQGOOI/AAAAAAAAAIc/dBF2X3wkQew/s72-c/keira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-3257315130333199074</id><published>2009-01-10T11:29:00.000-08:00</published><updated>2009-01-10T11:32:43.863-08:00</updated><title type='text'>Ou a Beleza se Derrama em Cascata?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Olhe no céu a imensa lua redonda e prata,&lt;br /&gt;veja como ela flutua leve e veja que o seu imenso silêncio&lt;br /&gt;testemunha nossos mais secretos amores.&lt;br /&gt;Destape a tampa e sinta como se derrama em profusão&lt;br /&gt;uma torrente de belas imagens: você se lembrará&lt;br /&gt;do trovador, das suas brincadeiras de infância,&lt;br /&gt;das suas promessas e grandes enganos, da gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrará da roupa no armário, do cheiro do seu cabelo,&lt;br /&gt;do travesseiro, de que ela passou por aqui.&lt;br /&gt;Lembrará da ausência, da dor lancinante, do abandono,&lt;br /&gt;de como tudo recomeçou e o que era deserto fertilizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você passará por tudo isso, pelo choro e pelo riso,&lt;br /&gt;pelo ponto mais alto e pelo mais escuro profundo,&lt;br /&gt;por tudo o que é belo, se tão-somente se deixa&lt;br /&gt;embaixo d'água e de tudo o que não pode conter. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-3257315130333199074?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/3257315130333199074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=3257315130333199074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3257315130333199074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3257315130333199074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/01/ou-beleza-se-derrama-em-cascata.html' title='Ou a Beleza se Derrama em Cascata?'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-5973247092281041392</id><published>2009-01-10T10:35:00.000-08:00</published><updated>2009-01-10T10:52:52.859-08:00</updated><title type='text'>Beleza não tem fim?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SWjuRFockWI/AAAAAAAAAIU/tQpPYo3GDq0/s1600-h/vinicius-de-moraes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SWjuRFockWI/AAAAAAAAAIU/tQpPYo3GDq0/s200/vinicius-de-moraes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289739739683656034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje eu trocaria o verso de Vinícius por "beleza": quando será que ela acaba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma pessoa que quanto mais eu conheço, mais descubro nela magníficas paisagens  antes insuspeitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que a felicidade é uma pluma que o vento vai levando pelo ar, concordo que a felicidade do pobre parece a grande ilusão do Carnaval, mas acho que é a beleza, não a tristeza, que não tem fim.  Tristeza acaba um dia, ela vai e volta, é um bumerangue. Tudo bem. Mas a beleza, não. Tanto na obra de arte quanto numa pessoa. Como em qualquer grande obra de arte, quanto mais vc se aproxima mais descobre coisas novas - e isso pode durar eternamente -, assim são as pessoas que abrigam algo estético em seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amplitude do interesse estético.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-5973247092281041392?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/5973247092281041392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=5973247092281041392' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/5973247092281041392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/5973247092281041392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/01/beleza-no-tem-fim.html' title='Beleza não tem fim?'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SWjuRFockWI/AAAAAAAAAIU/tQpPYo3GDq0/s72-c/vinicius-de-moraes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-5293375162708535915</id><published>2009-01-07T12:11:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T12:16:29.993-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Muitas vezes nos meus dias&lt;br /&gt;me torno profundamente triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que, mas sei que&lt;br /&gt;isso não é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase não acredito em nada.&lt;br /&gt;Quase não quero tocar em nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-5293375162708535915?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/5293375162708535915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=5293375162708535915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/5293375162708535915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/5293375162708535915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/01/muitas-vezes-nos-meus-dias-me-torno.html' title=''/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-819447445763199238</id><published>2009-01-07T10:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T10:56:30.903-08:00</updated><title type='text'>Linguagem e Pulsão em Wittgenstein</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SWT4L7WXfKI/AAAAAAAAAIM/NPa8zIGJ3yU/s1600-h/embaixadores.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 189px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SWT4L7WXfKI/AAAAAAAAAIM/NPa8zIGJ3yU/s200/embaixadores.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288624746233560226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se o filósofo diz que "Em toda grande arte há um animal SELVAGEM: domesticado" (CV, p. 43) é porque pretende ressaltar a ligação estreita do estético com as pulsões primitivas do homem. Sem isso, não há na obra de arte qualquer profundidade ou poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o seu extremo pudor o tenha levado a acreditar que a sua própria obra (arquitetônica e escrita) não tinha sido mais do que mera reprodução, faltando-lhe justamente profundidade e poder, permito-me discordar do autor e qualificá-lo como um dos maiores e mais artísticos filósofos do século XX. Com a visível conseqüência em efeitos de profundidade e poder na sua escrita, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui proponho de supetão duas coisas ainda não esclarecidas:&lt;br /&gt;(a) ligação entre obra de arte e pulsão;&lt;br /&gt;(b) efeitos visíveis em profundidade e poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um artigo que vou escrever mais tarde. Por quatro motivos:&lt;br /&gt;(a) Freud fez a ligação entre linguagem e pulsão como uma espécie de processo empírico ocorrendo no interior de conteúdos mentais (sem sentido)&lt;br /&gt;(b) Lacan fez a ligação entre linguagem e pulsão como uma espécie de automatismo lingüístico  ocorrendo em concomitância com atos individuais (um ocasionalismo sem explicação)&lt;br /&gt;(c) Wittgenstein não deu privilégios epistêmicos à linguagem. A linguagem é tratada como ato entre outros atos subjetivos. Isto é, como vivências. Nesse sentido é que a relação entre linguagem e pulsão pode ser tanto de conflito como de domesticação.&lt;br /&gt;(d) A articulação em linguagem, para Wittgenstein, assume características poéticas como estratégia para vencer a resistência da vontade e atingir objetivos terapêuticos. Essa seria a idéia por trás da metáfora da domesticação do animal selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, veja, caro leitor, essa declaração dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ditados a Schlick&lt;/span&gt; (em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Voices of Wittgenstein&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Vienna Circle&lt;/span&gt; (Baker, G. (ed.)), pp. 68-69):&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nosso método se assemelha em certo sentido à psicanálise. Na sua forma de expressão poder-se-ia dizer que uma metáfora atuante no inconsciente é neutralizada se a articulamos. E esta comparação com a análise pode ser ainda mais desenvolvida. (E esta analogia não é, com certeza, uma coincidência).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;P.D. 1: Para quem se interessa, publiquei um artigo sobre &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/trans/v30n2/a05v30n2.pdf"&gt;Wittgenstein e a psicanálise&lt;/a&gt; na Revista Trans/Form/Ação. Mas ali não levei em consideração essa última declaração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.D. 2: Acabei também de escrever outro artigo sobre "Em toda grande arte há um animal selvagem: domesticado", que gostaria de dedicar a viciados em poesia (não é o meu caso) e publicar em outro periódico acadêmico por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abçs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-819447445763199238?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/819447445763199238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=819447445763199238' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/819447445763199238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/819447445763199238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/01/se-o-filsofo-diz-que-em-toda-grande_07.html' title='Linguagem e Pulsão em Wittgenstein'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SWT4L7WXfKI/AAAAAAAAAIM/NPa8zIGJ3yU/s72-c/embaixadores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-2286177157856042620</id><published>2009-01-05T02:45:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T12:10:43.396-08:00</updated><title type='text'>O Brilho da Ética</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SWHnURH6CII/AAAAAAAAAH0/7oXy27DEEFw/s1600-h/tree.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 139px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SWHnURH6CII/AAAAAAAAAH0/7oXy27DEEFw/s200/tree.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287761772889639042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando uma pessoa ética passa, até as árvores se curvam em reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque é raro haver uma pessoa assim (pense em Chico Mendes, pense em Florestan Fernandes). Nós só olhamos para o nosso umbigo, e a medida do mundo alcança só a extensão do nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas éticas brilham sem que nada precisem dizer, resplandecem por seus atos. Suas falas são atos na direção certa. Nunca se as vê cometerem erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua vida as disputas resolvem-se sabiamente: não há guerra, não há altercação, não há ressentimento. Tudo se resolve em articulação. Qual articulação? Não se sabe previamente, trata-se de uma ética em situação, não de uma ética de princípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final de uma análise é o reconhecimento do desejo. É a ética: uma troca de posição entre o desejo de reconhecimento e o reconhecimento do desejo como desejo do outro - e o que fazer com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isso&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é difícil o final de análise: como ter gênio e coragem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-2286177157856042620?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/2286177157856042620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=2286177157856042620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/2286177157856042620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/2286177157856042620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2009/01/o-brilho-da-tica.html' title='O Brilho da Ética'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SWHnURH6CII/AAAAAAAAAH0/7oXy27DEEFw/s72-c/tree.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-7106469276156201931</id><published>2008-12-29T05:26:00.000-08:00</published><updated>2009-01-05T14:56:01.976-08:00</updated><title type='text'>A Palo Seco</title><content type='html'>O que há na vida de tão espetacular se o mais das vezes a nossa face triste e miserável é o que se deixa ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja não o espetáculo grandioso, o que esperamos, o rio imenso, espesso, mas o mais mínimo, quase inócuo, o incontado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja o que diz Cabral, que o que vive incomoda de vida, não o caudaloso, que arrebenta na cheia tudo por onde passa. Mas o que persiste, a formiga no chão, o cão que volta não importa o que se faça, o latido do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar, de novo, silenciosamente apaixonado por essa mulher na minha frente, que é tão bela e não se dá conta, que é tão simples que quero abraçá-la, que é tão complexa que temo dizê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vive incomoda porque insiste com o aceno da solidão.&lt;br /&gt;O que vive explode de vida e não se pergunta por solidão.&lt;br /&gt;O que vive está sempre aqui, ao toque da mão, diante do olhar, na composição, mau e bom, no próprio risco de tentar viver, no puro ato de bater de novo o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida, o mais mínino; a alegria, a explosão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-7106469276156201931?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/7106469276156201931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=7106469276156201931' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7106469276156201931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7106469276156201931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/12/palo-seco.html' title='A Palo Seco'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-3237943001455620746</id><published>2008-12-21T21:47:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T22:28:20.693-08:00</updated><title type='text'>A Resistência é do Analista</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quero trazer aqui pra frente uma parte da reflexão do meu amigo Rodrigo Suárez Abreu, que me chama a atenção no comentário ao post de baixo para o fato de que o simples, que ali menciono, é, na verdade, muito difícil. Eu diria, árduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo diz  "E&lt;/span&gt; isso é o que torna tão difícil ser psicanalista, pois na clínica, o psicanalista experimenta a capacidade de despojamento que ele tem de si mesmo, de seus valores, de preconceitos, através dos resultados ressubjetivantes ou não de suas intervenções para com seus pacientes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ele expressa, eu creio, é a dificuldade da resistência do analista: a dificuldade da ética do desejo. Não é fácil ser analista, não é para qualquer um. Se não houver despojamento, de fato, não há análise. Mas, quem é realmente, de verdade, capaz de despojamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lacan disse "Não há na análise outra resistência senão a do analista" (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Écrits&lt;/span&gt;, p. 377). A resistência do paciente são favas contadas. Já sabemos que ele fará de tudo para sabotar a análise e que esses movimentos, esses atos, são parte da transferência e preciosas amostras do inconsciente do sujeito. O analista não pode perder ali a oportunidade de realizar um ato analítico. Mas, e o próprio analista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele mesmo não tiver saído de sua própria prisão narcísica, não fará nenhuma intervenção analítica - perderá todas as oportunidades, será incapaz de ouvir o paciente. Portanto, a análise só pode ser difícil ou árdua por motivos éticos, porque é difícil não olhar para o próprio umbigo. Por outro lado, ouvir o paciente, acolher o seu sofrimento, é a única condição para sair da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é simples e é árduo - do ponto de vista clínico. Simples, porque a tarefa do analista é ocupar a sua posição na transferência; árduo, porque é difícil desocupar-se de si e fazer-se objeto causa do desejo do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade da análise vê-se no fato de que o analista deve poder decidir se aceita ou não como paciente o potencial suicida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é simples. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-3237943001455620746?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/3237943001455620746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=3237943001455620746' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3237943001455620746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3237943001455620746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/12/resistncia-do-analista.html' title='A Resistência é do Analista'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-4474567314527195528</id><published>2008-12-21T09:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T11:49:31.414-08:00</updated><title type='text'>Toda dissolução de um problema em psicanálise é simples</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SU6EVk2EuYI/AAAAAAAAAHs/GGJjjXVsHgo/s1600-h/prison.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SU6EVk2EuYI/AAAAAAAAAHs/GGJjjXVsHgo/s200/prison.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282304919154768258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Toda dissolução de um problema em psicanálise é simples. Porque a saída está bem ali, diante dos nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem sofre, porém, a resolução parece extremamente difícil. Tudo afigura-se como muito complicado, cada movimento é muito pesado, como se a gravidade, triplicada, impedisse a ação. Exatamente porque o sujeito não enxerga a prisão formal em que se meteu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, essa pequena casa, a linguagem, é vivida como um abrigo contra as intempéries que aterrorizam o sujeito. Ele sente qualquer crítica como ameaça de desamparo, de desproteção, e apega-se com força máxima àquilo que falsamente o protege. A linguagem, na medida em que nos abriga e abre janelas pelas quais vemos o mundo, oculta outras coisas com suas paredes. Assim, quando há sintoma, a imagem se transforma no osso que o paciente não quer largar, muito embora sinta um terrível sofrimento. A anoréxica vê um corpo obeso no espelho, para o deprimido tudo é irritante e nada funciona a seu favor, o paranóide vê armar-se contra ele todo um complô, o bipolar em estado maníaco está mais do que certo acerca do êxito dos seus mirabolantes projetos. O olho vê o mundo mas não se vê no mundo. Falta-lhe uma visão panorâmica. De nada adianta chamar-lhe a atenção para as suas incongruências, é preciso mudar o sentido na linguagem, ver outros aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o apego ao sintoma é muito mais forte que argumentos racionais. Temos certezas (e dúvidas) na linguagem. Nossas certezas, no entanto, quando misturadas a imagens, comportam perigos mortais e, nesse caso, podemos tratar a linguagem do enfermo como uma prisão narcísica. O perigo provém da cegueira (para lembrar, aqui, Saramago), do fato de que o desejo do paciente alienou-se no desejo do outro; do fato de que, sendo o desejo o desejo do outro, por ser linguagem, perde-se imperceptivelmente a autonomia, como uma carteira roubada enquanto caminhamos no meio da multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a vivência da nossa linguagem, há uma pequena ilustração terapêutica de Wittgenstein, que mostra a prisão da imagem como aquela da agonia do asceta que, entre lamentos e gemidos, reclama da pesada bola de ferro que carrega sobre a sua cabeça. Então alguém passa e lhe diz: "Deixe-a cair" (cf. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Big Typescript, TS 213&lt;/span&gt;. Oxford: Blackwell Publishing, 2005, p. 307). Em filosofia, como em psicanálise, trata-se de encontrar a palavra correta, aquela única capaz de liberar do sofrimento o cativo da prisão narcísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem vê de fora, parece tolice. Como pode ser que a pessoa não veja o que deve ser feito, se é tão simples e tão imediato? Mas quem está de fora, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vê&lt;/span&gt;. Experimente, por exemplo, andar pela calçada de uma movimentada avenida com uma venda nos olhos, e você &lt;span style="font-style: italic;"&gt;verá&lt;/span&gt; como é difícil para quem não vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa resistência do paciente, esse apego inflexível ao sintoma, é chamado pela psicanálise de inconsciente. Um grande psiquiatra e terapeuta, Flávio Gikovate, não acredita no inconsciente da psicanálise. Ele diz, e com razão, que o inconsciente só serve para perpetuar na psicanálise muitas coisas inconscientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutir a existência do inconsciente, porém, é um caminho equivocado. Cairíamos no paralogismo kantiano, já que o fato psicológico não é um objeto da experiência espaço-temporal. Outra coisa é abordar o inconsciente pela linguagem, como um conceito apenas operativo, gramatical, que funciona como uma ferramenta e nada representa no mundo. Nomear assim o inconsciente significa dizer que é no ato, vivido no interior do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;setting&lt;/span&gt; analítico, que se dá ao analista a abertura inconsciente na qual ele intervém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lacan lembra, concretamente, que o inconsciente é aquilo que entre o sujeito e o Outro é o seu corte em ato (cf. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Écrits&lt;/span&gt;, p. 839). Inconsciente é o nome da possibilidade que se abre para a intervenção do analista dentro da fala narcísica do paciente, aquela intervenção que rasga as paredes da sua prisão, abre janelas para outro panorama e permite que as imagens se modifiquem. Como não se trata de convencimento, as intervenções do analista só podem se dirigir ao inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, só pode ser utilizado o material que o próprio paciente apresenta. O analista não pode tirar nenhuma conclusão acerca do paciente, só pode restringir-se à fala, à atuação sobre a forma da fala do paciente, não ao seu conteúdo. A condição para que tudo isso funcione é a transferência, a adesão do paciente ao tratamento e a condução da análise dentro das regras fundamentais da psicanálise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final da análise é uma saída ética, na qual se troca o desejo de reconhecimento pelo reconhecimento do desejo. Não somente o saber de um inconsciente que não se sabe, o cuidado de si, mas também a responsabilidade, a preocupação do fazer com o outro, fora de uma exclusividade irresponsável consigo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-4474567314527195528?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/4474567314527195528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=4474567314527195528' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4474567314527195528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4474567314527195528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/12/toda-dissoluo-de-um-problema-em.html' title='Toda dissolução de um problema em psicanálise é simples'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SU6EVk2EuYI/AAAAAAAAAHs/GGJjjXVsHgo/s72-c/prison.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-3757158541588179136</id><published>2008-12-19T09:13:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T03:12:19.297-08:00</updated><title type='text'>Não Há Marcas Anatômicas na Psiquiatria</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUvWfJIj-hI/AAAAAAAAAHc/Zi1vbj-4bOw/s1600-h/clerambaut.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 188px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUvWfJIj-hI/AAAAAAAAAHc/Zi1vbj-4bOw/s200/clerambaut.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281550818538158610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Este é Gaëtan Gatian de Clérambault, conhecido pelos conceitos de "erotomania" e de "automatismo mental". Lacan, algumas décadas após a sua tese de doutorado em psiquiatria, na qual nada utiliza das teorias do professor senão para fazê-las figurar na bibliografia, declara na maior desfaçatez que foi o seu mestre em psiquiatria. Colou na idéia do automatismo na década de 50 para constituir a sua própria noção de repetição simbólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Clérambaut era organicista convicto; na tese de 32, Lacan alinha-se pelo partido da psicogênese, reatualizando a psicologia concreta de Politzer (sem mencioná-la) para dar um sentido para o caso Aimée. Tudo bem, porque Clérambaut havia se suicidado melancolicamente em 1934 e nada mais podia reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a tese de Lacan em psiquiatria mostra, sem dizer, no início do século XX, os problemas habitacionais da psiquiatria no campo da medicina. Organicistas e psicogenicistas tentavam legitimar-lhe um lugar, uma área de investigação própria, uma casa, de um tipo ou de outro, onde ela pudesse permanecer ao abrigo de intempéries.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advento dos neurolépticos e o aparecimento do DSM, um manual de psiquiatria  com conceitos puramente operatórios e que nada afirmam a respeito de uma gênese, parecem ter varrido a polêmica para baixo do tapete e escamoteado até hoje disputas maiores nesse setor. Não quer dizer que o mal-estar não exista, porque na sua prática, por qualquer via que tenha escolhido, ou a psiquiatria não passa de psicologia, ou a psiquiatria não passa de neurologia, conquanto inventivas sejam quaisquer das novas teses que dizem ter resolvido o problema e justificado objetivamente um lugar. Tudo não pode ser, necessariamente, mais que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bla-bla-blá&lt;/span&gt; filosófico, e a psiquiatria vai ficando ali, dentro do armário, sem nada assumir de fato. Há muito dinheiro em jogo, afinal. As instituições, centros de pesquisa, hospitais e a academia estão todos muito bem montados, funcionando com centenas de funcionários e milhares de atendimentos. Os projetos de pesquisa que fazem andar a especialidade, na forma necessária de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bla-bla-blá&lt;/span&gt; filosófico de fundo, vão sendo submetidos a pareceres para o pessoal da área de saúde (médicos, biólogos), que os aprovam sem qualquer visão crítica, sem qualquer profundidade: vão dizer o quê? Avaliar filosofia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;? Tomam os projetos apenas como "científicos", na forma em que se acostumaram a enxergar essa palavra. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E, assim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;end of the story as we know it&lt;/span&gt;, psiquiatras fumam charuto e tomam uísque nas suas festinhas -  numa boa. Melhor deixar tudo como está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro disso a propósito de um fato recente ocorrido em Milão, em junho passado (ainda bem que foi em Milão, e não em São Paulo onde isso não é possível). Foi decretada a prisão de um grupo de médicos que trabalhava numa clínica particular, denominada Santa Rita. Eles efetuavam procedimentos médicos e cirúrgicos desnecessários em pacientes indefesos e crédulos, para aumentar o reembolso devido pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine se fosse um ambulatório de psiquiatria. Como poderia um paciente psiquiátrico, já em si racionalmente desqualificado por um "diagnóstico" (sic) de "transtorno mental", sem quaisquer marcas anatômicas, apresentar queixa contra um procedimento que lhe tenha sido mal aplicado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é um procedimento psiquiátrico mal aplicado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-3757158541588179136?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/3757158541588179136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=3757158541588179136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3757158541588179136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3757158541588179136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/12/no-h-marcas-anatmicas-na-psiquiatria.html' title='Não Há Marcas Anatômicas na Psiquiatria'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUvWfJIj-hI/AAAAAAAAAHc/Zi1vbj-4bOw/s72-c/clerambaut.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-4693452507604417575</id><published>2008-12-19T03:20:00.000-08:00</published><updated>2008-12-21T03:16:53.966-08:00</updated><title type='text'>Não Quero ser Filósofo</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Eu levo uma vida miserável o suficiente&lt;br /&gt;para dar-me um tiro no cérebro.&lt;br /&gt;Falta-me ainda a coragem, e, por isso,&lt;br /&gt;fumo num suicídio lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que não penso direito, mas&lt;br /&gt;é que o órgão do pensamento não é&lt;br /&gt;adequado - deve ser destruído.&lt;br /&gt;Penso sozinho, não se entende meu&lt;br /&gt;pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pensamento me condena&lt;br /&gt;a não ter dinheiro, a estar desabrigado,&lt;br /&gt;a escolher sempre o lado mais fraco,&lt;br /&gt;ter como única opção ser derrotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha dor provém dessa grande solidão,&lt;br /&gt;de que não há remédio para a solidão,&lt;br /&gt;de nunca conseguir persuadir ninguém&lt;br /&gt;a trilhar comigo um caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, para piorar,&lt;br /&gt;aparece alguém, me oferece um lar,&lt;br /&gt;e depois o retira sem nada dizer,&lt;br /&gt;sem poder justificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses jogaram seus dados a divertir-se,&lt;br /&gt;e me puseram aqui embaixo, indiferentes,&lt;br /&gt;para sofrer e a dizer isso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-4693452507604417575?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/4693452507604417575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=4693452507604417575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4693452507604417575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4693452507604417575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/12/no-quero-ser-filsofo.html' title='Não Quero ser Filósofo'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-8753536918906498497</id><published>2008-12-18T10:30:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T10:39:48.132-08:00</updated><title type='text'>Atos sem Sentido?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se não há atos sem sentido, o que dizer de delírios e alucinações? O que dizer da tese da incompreensibilidade da psicose?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que é correto dizer que o sentido colhe-se nos atos. Isso é completamente diferente da proposição "não há atos sem sentido", e dissolve o problema da incompreensibilidade da psicose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"Idéia de Freud: a fechadura não está destruída na loucura, só modificada; a velha chave não pode mais abri-la, mas uma chave configurada de outro modo poderia".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(CV, p. 39; MS 120, p. 56v)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-8753536918906498497?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/8753536918906498497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=8753536918906498497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8753536918906498497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8753536918906498497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/12/atos-sem-sentido.html' title='Atos sem Sentido?'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-2532755338898377939</id><published>2008-12-15T20:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T10:28:43.934-08:00</updated><title type='text'>A Ética e a Falta de Escrúpulos (II)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUqUfiLVqWI/AAAAAAAAAHU/o1Fsanmv-yg/s1600-h/olho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 157px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUqUfiLVqWI/AAAAAAAAAHU/o1Fsanmv-yg/s200/olho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281196782516545890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Bem, se não há ato sem linguagem, isto é, se mesmo para o ato sem sentido aparente um sentido pode ser dado, então atos perversos, cínicos, ou, simplesmente, anti-éticos, somente ocorrem em contradição com o simbolismo. Não é que o simbolismo seja outro, com o que então não haveria perversão, cinismo ou quebra ética, como os canibais em relação ao explorador europeu, mas que o sentido desses atos tem que fazer parte do mesmo simbolismo em que agem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer, por exemplo, que um canibal tupinambá do século XVIII é perverso não faz sentido. Seus atos de canibalismo só têm sentido na sua forma de vida, onde não são perversos. Só dizemos de alguém que seus atos são perversos, cínicos ou anti-éticos quando eles são parte da nossa cultura. Dessa forma, é dentro de uma cultura que consideramos um ato perverso, cínico ou anti-ético. Nesses casos, se a ação estiver encoberta pela aparência de ética, se foram dela parasitários. Se é assim, esses atos são como cabeçadas na linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perverso, por exemplo, age organizadamente desorganizando o que ele mesmo quer organizado. É uma pretensão ao gozo absoluto, à desigualdade em cima da exigência da igualdade de qualquer outro, à exceção à regra só possível na encarnação simbólica. O cínico, por sua vez, pretende uma neutralidade sem compromisso no mesmo sistema do qual desfruta e goza a vida. Ele participa sem participar, está no jogo sem entrar nele, simulando uma crítica ou um desprezo superior. E o anti-ético, finalmente, simplesmente não se dá conta de que burla as regras. São atos inanes e ocos, onde evidentemente se instala uma densa opressão - não só contra o outro, mas possivelmente também contra si, na forma irreal porém pesada da angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se você é o único crédulo do aquário, se você é aquele que recusa a aparência ética, e se responsabiliza por seus atos diante do outro, então aja realmente em favor da ética, sem o pejo da dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a ética é um interesse da vontade, então o ético é agir para mudar a vontade doente. Não só atos de desorganização da vida podem ser criticados e combatidos, atuando-se terapeuticamente contra a doença da vontade, mas também podemos tentar mudar a própria forma de organização simbólica (e da vontade), o que não interessa, nem de longe, ao perverso, ao cínico ou ao anti-ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de adaptacionismos, de preservar o aquário como dado definitivo. Trata-se de direcionar a vontade para preservar a vida: este é o interesse. Sabendo, no entanto, que não há uma única forma de compreender o que seja "vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembremos que o ato ético não se faz de acordo com a maioria. Mas tampouco pode ser uma ação unilateral. Se é a vontade que está em jogo, então ela não é, certamente, uma vontade originalmente própria: ela é apropriada no decurso e no comprometimento com a vida. Porém, apropriada, a ética é a nossa responsabilidade diante do outro, de acordo com a nossa vontade, claro. Em outros termos isso também representa uma possibilidade da subjetivação - o afirmar-se, o assumir a vontade como sua também, e o não alienar-se, fazendo voltar contra si a vontade, ou contra a vida, em geral. Ser coerente com o parâmetro de medida da cultura, ser coerente com a vida, comprometendo-se. Coerência simbólica, claro; nada a ver com "racionalidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, o mal-estar resultante da organização em sociedade, tese do individualismo, deve ser, antes, produto dos galos que ganhamos ao bater com a cabeça no muro da linguagem (cf. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Investigações Filosófica&lt;/span&gt;s, § 119). Nada se pode pressupor acerca dos resultados da organização simbólica, senão na sua própria aplicação. O a priori da linguagem se mostra no seu emprego. Logo, também, não se trata de uma luta de todos contra todos – tese indefensável –  mas, muito concretamente, de uma luta de classes contra classes. A sociedade, sempre em conflito e sempre organizando-se através de seus variados jogos de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* (Tudo isso é, no fundo, o que eu tanto gostaria de dizer para &lt;a href="http://www.psicanaliseefilosofia.com.br/vivianefrancodasilva.html"&gt;Viviane Franco da Silva&lt;/a&gt;, se tão somente ela tivesse uma condição mínima de compreender.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-2532755338898377939?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/2532755338898377939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=2532755338898377939' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/2532755338898377939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/2532755338898377939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/12/tica-e-falta-de-escrpulos-ii.html' title='A Ética e a Falta de Escrúpulos (II)'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUqUfiLVqWI/AAAAAAAAAHU/o1Fsanmv-yg/s72-c/olho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-1384049253557471689</id><published>2008-12-08T09:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T09:52:04.064-08:00</updated><title type='text'>A Ética e a Falta de Escrúpulos (I)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/ST1YnN4vNfI/AAAAAAAAAGs/x4t1nfPwxoY/s1600-h/cegueira01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 138px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/ST1YnN4vNfI/AAAAAAAAAGs/x4t1nfPwxoY/s200/cegueira01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277471769113867762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se colocássemos num aquário dez pessoas para que elas se organizassem e tentassem sobreviver, repartindo os recursos disponíveis e favorecendo a vida da melhor forma possível, isto é, garantindo mais ou menos igualitariamente a coisa em termos de satisfação afetiva e alimentar, isso daria certo? Aparentemente, não; a expectativa não se realizaria, me parece, se já um dos dez no aquário fosse inescrupuloso. Num ambiente fechado, bastaria supostamente apenas um perverso para que a vida não fosse mais possível ou fosse, pelo menos, dificilmente exeqüível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a vida se organiza mesmo em face das condições as mais miseráveis, como no combalido Zimbábue de Robert Mugabe, ou como a flor no asfalto de Drummond. O que, por outra parte, facilita bastante a rotina de perversos e cínicos, que devem contar sempre com alguém moralmente preocupado para poder levar a termo suas atuações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o comportamento altruísta e o mais deslavado egoísmo, faces incongruentes da nossa atuação, houve preocupação do pensamento em desvendar o segredo, o quê da nossa moral, na forma de uma suposta &lt;i&gt;natureza humana&lt;/i&gt;. Tanto para Hobbes (&lt;i&gt;O Leviatã&lt;/i&gt;) quanto para Freud (&lt;i&gt;O Mal-Estar na Civilização&lt;/i&gt;), individualistas hiperbólicos, organiza-mo-nos em sociedade e possibilitamos a continuação da vida a custo de uma renúncia ao prazer. O altruísmo é forçado pelo medo e pela necessidade de preservação. Nossa natureza profunda seria, na realidade, perversa, motivada pelo imperativo cego do prazer. Mas como as conseqüências coletivas da realização individual do prazer são terríveis (Hobbes a denomina de "guerra de todos contra todos"), o medo nos conduz à organização em sociedade, o que adia a consecução do prazer mas presentifica a ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa organização social, que nos protege da morte certa, deve ser simbólica, antes de tudo. As amarras da rede social são tanto mais fortes e seguras quanto mais internalizadas e mais inconscientes . Simbolicamente, então, o gozo total, nossa necessidade compulsiva, é transferido para uma espécie de pai-soberano-absoluto que, como exceção, assegura de longe, retirado da guerra, uma vida mais segura para todos. Porém menos plena, a custo de um &lt;i&gt;quantum&lt;/i&gt; de privação de cada um. O que no fundo, segundo os autores, não nos faz tão bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simbólico, vazio, é apenas matéria inerte que serve para organizar o imaginário em torno de um ideal, emprestar-lhe suporte, e, com isso, apaziguar os ânimos beligerantes pela renúncia de cada um ao gozo total. O simbólico deve permanecer apenas como abrigo, como estrutura, como forma sem conteúdo. Qualquer tentativa real de alguém para a prática do gozo absoluto, para a encarnação da alma simbólica, seria a morte também para todos: a perda do simbólico, a queda do abrigo, restauraria a falta de sentido originária e a desorganização completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa hipótese individualista, bastante ao gosto de empiristas e liberais, não se verifica no dia-a-dia – e eles sabem disso. O &lt;i&gt;socius&lt;/i&gt; não é uma panacéia, não evita a barbárie, nem parece que ela esteja evolutivamente mais distante. Parece apenas que a barbárie muda de figura cada vez que inventamos um modo diferente de organizar-mo-nos em sociedade. O que constatamos quase que diariamente é uma situação bastante parecida à descrição do filme de Sérgio Bianchi, &lt;i&gt;Cronicamente Inviável&lt;/i&gt;. Todos somos hipócritas, de certo modo, todos tentamos inventar um jeito de colocar em prática o gozo absoluto, e a ética afigura-se como uma eloqüente ausência. Nem por isso o simbólico se desvanece. A prova é que mesmo no Zimbábue de Mugabe há ética, senão dela não haveria noção. A prova é que podemos &lt;i&gt;praticar&lt;/i&gt; o cinismo e também &lt;i&gt;falar&lt;/i&gt; sobre ele – atividades não registradas entre os animais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos animais se comunicam, e se organizam em bandos, é claro, mas não vimos até agora nenhum contando histórias, divertindo-se com piadas, realizando ritos religiosos ou refletindo sobre a dor. Entre nós, não parece haver ato sem linguagem. Aparentemente não podemos atuar desacompanhados de um sentido, aparentemente não podemos falar de nada humano despossuído de uma aplicação de signos muito mais variada. Nós não somente representamos o empírico, tornamos o ausente presente, como certos animais, mas também manipulamos o simbólico, fazemos coisas com ele, &lt;i&gt;tornamos o presente ausente&lt;/i&gt;. Se o que anotou Wittgenstein em 1931 for correto (MS 110, p. 61), a solidariedade entre o empírico e o simbólico deve ser, entre nós, indivisível. Ele disse que "O limite da linguagem se mostra na impossibilidade de descrever o fato que corresponde à proposição sem repetir a proposição. (Isso tem a ver com a solução kantiana do problema da filosofia.)" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim for, então a horda originária de Freud e o estado de natureza de Hobbes, como dados fora da linguagem, são ficções gramaticalmente compreensivas, no entanto contraditórias como dados empíricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não há ato sem linguagem, se não há um enigma a ser desvendado, se não há nada a ser descoberto no passado evolutivo em termos morais, se nada há por detrás das palavras, o ato expressa, simplesmente, uma vontade. O ato, sem sentido como tal, constitui o sentido, é um fundamento sem fundamento. O fundamento é então a práxis: nela encontra-se uma razão aliada a uma vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vontade não se explica. Ela é antes a razão de uma explicação que a justifica, um &lt;i&gt;princípio de razão suficiente&lt;/i&gt;, digamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, poderíamos pensar que uma organização social é apenas um ideal, um imaginário que às vezes se confunde com o simbolismo, como já o pressupõe a palavra "ideal". Qualquer prestidigitação de palavras que faça distinções – também imaginárias – entre "ideal de sociedade" e "sociedade ideal", com resquícios práticos diferentes e piores que os ideais, apenas expressam essas confusões entre o imaginário e o simbólico. No real, uma sociedade é a nossa prática social em conjunto, a expressão de uma vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, também assim, é atual - e bastante - a situação descrita no livro de Saramago – e também no filme de Fernando Meirelles – &lt;i&gt;Ensaio Sobre a Cegueira&lt;/i&gt;. (E compreende-se aqui perfeitamente o que o prêmio Nobel quis dizer com o seu "comunismo hormonal" no Teatro F. de São Paulo em 28/11/2008.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato, em termos morais, não é apenas que a razão tem interesse, o que até Kant já sabia (cf. &lt;i&gt;Crítica da Razão Pura&lt;/i&gt; B 494), mas que a própria razão &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; um interesse. Que a razão escolha para si regras racionais &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; consignadas como um dever ("agir de tal forma que a máxima da tua ação possa ser uma lei universal"), já é em si um &lt;i&gt;ato de vontade&lt;/i&gt;. Ato é vontade, e ato não é, em si, racional. Além disso, uma vontade racional tampouco é, por si mesma, nem melhor nem pior que qualquer outro ato de vontade, senão sob um ponto de vista. Daí não haver parâmetros éticos senão para uma vontade, no seu ato. O ato não está fora do simbolismo, ele o constitui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ética, portanto, deve ser apenas aquilo que a vontade reconhece como tal. E a vontade é, simplesmente, aquela que domina. No mundo hodierno, suficientemente cínico, há muita gente que já percebeu silenciosa e espertamente este fato, e age dissimuladamente, de forma a acumular vantagens para si, fazendo da ética uma aparência. Em política, diz-se, o importante não é ser ético, mas parecer ético. Em termos filosóficos, essa é a situação descrita em &lt;i&gt;Cronicamente Inviável&lt;/i&gt; ou no &lt;i&gt;Ensaio Sobre a Cegueira&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se quase todo mundo hoje já soubesse qual é o jogo que se joga, e que, se você não jogar o jogo, você perde. As pessoas, conscientemente ou não, agem assim: manipulam o simbólico. Psiquiatras, líderes religiosos, filósofos, jornalistas, vários deles, agem assim: são cínicos, perversos, mesmo sem sequer dar-se conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhum enigma da natureza humana a ser desvendado nisso, apenas a vontade atuando. E nos atos encontra-se o seu sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos, então, que no aquário não há nove éticos e um perverso. Talvez sejam nove espertos e um crédulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é o crédulo, o que fazer agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-1384049253557471689?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/1384049253557471689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=1384049253557471689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/1384049253557471689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/1384049253557471689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/12/tica-e-falta-de-escrpulos.html' title='A Ética e a Falta de Escrúpulos (I)'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/ST1YnN4vNfI/AAAAAAAAAGs/x4t1nfPwxoY/s72-c/cegueira01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-309629132162056736</id><published>2008-11-30T03:51:00.001-08:00</published><updated>2008-12-18T09:27:36.279-08:00</updated><title type='text'>Saramago, Wittgenstein e a ética</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUqIAGi2MJI/AAAAAAAAAHM/ZWjtx5aAB34/s1600-h/saramago.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUqIAGi2MJI/AAAAAAAAAHM/ZWjtx5aAB34/s200/saramago.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281183048383475858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Permitam-me reproduzir aqui um trecho em que o escritor português - e prêmio Nobel de literatura - José Saramago diz que a humanidade não merece a vida que tem. Foi durante uma sabatina no Teatro Folha de S. Paulo, no dia 28/11/2008:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A história da humanidade é um desastre contínuo. Nunca houve nada que se parecesse com um momento de paz. Se ainda fosse só a guerra, em que as pessoas se enfrentam ou são obrigadas a se enfrentar... Mas não é só isso. Esta raiva que no fundo há em&lt;br /&gt;mim, uma espécie de raiva às vezes incontida, é porque nós não merecemos a vida. Não a merecemos. Não se percebeu ainda que o instinto serve melhor aos animais do que a razão serve ao homem. O animal, para se alimentar, tem que matar o outro animal. Mas nós não, nós matamos por prazer, por gosto. Se fizermos um cálculo de quantos delinqüentes vivem no mundo, deve ser um número fabuloso. Vivemos na violência. Não usamos a razão para defender a vida; usamos a razão para destruí-la de todas as maneiras -no plano privado e no plano público."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor desse blog imediatamente reagirá ao título proposto para esta reflexão: o que tem a ver Wittgenstein com Saramago? E eu diria: não sei. Pois o ponto aqui não é propriamente o da comparação entre um escritor e um filósofo, muito embora esse escritor tenha uma filosofia e esse filósofo tenha uma estética na escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vi na declaração de Saramago é a atenção direcionada a um certo tipo de uso da razão, aquele pelo qual não mais merecemos a vida que temos, e a ligação imediata, orgânica, da prática com a ética. Esse é o ponto de coincidência, a meu ver, claro, entre o escritor-filósofo e o filósofo-escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos §§ 211 e 217 das &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Investigações Filosóficas&lt;/span&gt;, Wittgenstein simula situações em que uma cadeia de razões, empregada de acordo com uma certa prática, chega ao seu fim. Através de questionamento dos argumentos e fundamentos das teses, o terapeuta chega a um ponto em que o interlocutor não mais consegue justificar a prática pela cadeia de razões a ela correlacionada. O que acontece, então? Nessa hora, as pessoas simplesmente dizem: "é assim que eu ajo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas passagens Wittgenstein demonstra a primazia do ato sobre as razões. Mas não é que o ato (e suas correlativas razões) estejam simplesmente ali como um nada (ou como um algo). É que silenciosamente pesa sobre o ato uma pergunta ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você faça ou aja assim, tudo bem; que as suas razões estejam organicamente vinculadas ao seu próprio ato, tudo bem também. Mas o que fazemos com tudo isso? Afinal, uma maneira de agir afeta consideravelmente a relação consigo mesmo, com os outros e com os objetos no mundo. Não existe ação neutra, do ponto de vista ético. Um ato é uma ação de poder, e uma ação é também um modo de ver as coisas (cf. IF § 122).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, claro, Wittgenstein disseca o sentido dos atos, os põe a nu, para que, desnudos, revelem-se mais claramente sua armação gramatical e suas possíveis misturas conceituais no interior de certas aplicações práticas. Confusões como, por exemplo, confundir o psicológico com o científico; tomar a linguagem como uma entidade real com uma essência real; buscar no oculto por trás das aparências uma resposta para o que está claramente ali diante de nós. Esses são exemplos de ilusões gramaticais, mistura entre jogos de linguagem, que escamoteiam a sua prática real, o ato. O método da filosofia é colocar a gramática em visão sinóptica e depois descrevê-la, para que se mostre a maneira como vemos as coisas. Em funçaão dessa descrição, variam-se os exemplos similares, fazem-se comparações, e levam-se as imagens às suas últimas conseqûências, aos seus atos nus. O objetivo é uma conversão sem que nada se sugira, apenas reempregando metodicamente as próprias palavras utilizadas pelo paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, não são tanto os atos que importam, que, como tais, são livres, mas as confusões gramaticais que vez por outra produzem ilusões. O que importa é, portanto, a ética, a capacidade de mudarmos - se quisermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ética é, para o filósofo vienense, um absoluto sobre o qual nada se pode dizer. Esses absolutos são &lt;span style="font-style:italic;"&gt;proposições gramaticais&lt;/span&gt;: eles não têm sentido. Ao contrário, o sentido e o significado se estabelecem de acordo com esse padrão de medida, são fundados no seu emprego, e, assim se mostram na sua aplicação, no seu uso, na sua práxis. O ético é também uma gramática como qualquer outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui a famosa "crítica da razão prática" deixa de ser uma exigência do dever em termos de um absoluto racional. A espontaneidade, em Wittgenstein, não é mais a da "razão" como o é compulsoriamente para Kant - é a pura vontade expressa no agir, bem antes que a racionalidade ali compareça e se instale para justificar-se de acordo com regras dadas a priori. O absoluto é meramente uma proposição gramatical qualquer: um ato, independente de que ato seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exigência do dever não pode ser, portanto, um juízo de valores. Como ética, é apenas uma escolha. E colocar a ética no plano de uma escolha não implica nem o relativismo do "qualquer coisa vale", nem o dogmatismo em que "só o meu é que vale". Trata-se de assumir abertamente, sem dissimulações, a defesa de uma certa ética. No caso dos autores em foco, Wittgenstein ou Saramago, assumir uma ética pela qual muito coincidentemente a frase de um poderia também ter sido do outro: a humanidade não merece a vida. Em Wittgenstein, a ética é uma luta contra o feitiço que certas formas de expressão exercem sobre o nosso entendimento pela linguagem (IF § 109). Do ponto de vista de quem defende a cultura contra a civilização, fala-se aqui da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;falta de responsabilidade&lt;/span&gt; cotidiana e crônica de todos nós, ao desconhecermos convenientemente as consequências de tudo o que fazemos, ao nos cegarmos para certos aspectos do mundo enquanto só enxergamos um lado da coisa. A luta é travada com as armas das descrições dos diferentes jogos de linguagem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Saramago, a luta é travada com histórias, como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A viagem do elefante&lt;/span&gt;, que indicam que a saída da cegueira é a vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambas as batalhas são armas da linguagem contra as ilusões da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coincidência entre Saramago e Wittgenstein é a opção por uma ética que favorece a vida - vivida, evidentemente, em oposição a valores caros à civilização moderna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-309629132162056736?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/309629132162056736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=309629132162056736' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/309629132162056736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/309629132162056736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/11/saramago-wittgenstein-e-tica.html' title='Saramago, Wittgenstein e a ética'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUqIAGi2MJI/AAAAAAAAAHM/ZWjtx5aAB34/s72-c/saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-4728052896842106949</id><published>2008-11-04T12:59:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T13:17:30.983-08:00</updated><title type='text'>Na Arte é Difícil Dizer Algo Tão Bom Quanto: Nada Dizer (MS 156a, p. 57r)</title><content type='html'>Para esclarecer um pouco o contexto da citação acima, que comento no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; abaixo, permiti-me fazer uma canhestra tradução. Ela esclarece muitas coisas sobre o gramatical e a visão do estético em Wittgenstein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois comento um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai a tradução - o original junto para que o leitor sugira correções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MANUSCRITO 156a (1932-1934).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(MS 156a, p. 53r)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Schafft der Künstler nur etwas ihm Angenehmes hervorzubringen um etwas zu machen was ihm gefällt?!&lt;br /&gt;Cria o artista somente o que lhe produz prazer, por fazer algo de que gosta?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dieses Gesicht ist dumm ist keine Aussage über einer Erscheinung die (eine Empfindung) die dieses Gesicht hervorruft.&lt;br /&gt;Esta face é tola não é um enunciado sobre uma aparência (uma sensação) que esta face provoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wenn ich nun von einer Skulptur sagte: ”dieses Gesicht hat einen zu dummen&lt;br /&gt;Se eu dissesse agora de uma escultura: "esta face tem uma expressão tão tola";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(MS 156a, p. 53v)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ausdruck”; was bedeutet das ”zu”. Zu dumm wofür? Um mir Freude zu machen?&lt;br /&gt;que significa este "tão"? Tão tola para quê? Para me fazer graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oder auch: Was ist es da[ß|s] schließlich für sich selbst sprechen muß?&lt;br /&gt;Ou então: o que é que ali deve finalmente falar por si mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heißt ”so wollte ich's”; so ist es mir angenehm??&lt;br /&gt;"Eu quis assim" quer dizer; assim isto me agrada??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denken wir an [die|den] aesthetischen Unterricht der dadurch gegeben würde daß man einem die Skitze eines Meisters&lt;br /&gt;Pensemos numa lição de estética na qual fosse mostrado o esboço de um mestre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(MS 156a, p. 54r)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;zeigt &amp;amp; wie er sie dann verändert hat.&lt;br /&gt;&amp;amp; como ele depois o modificou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Was ist das für ein Satz: ”Das muß in diesem Tempo gespielt werden”.&lt;br /&gt;Que tipo de proposição é: "Isto deve ser tocado neste tempo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oder: das Thema… «(9te Symph.)» gehört nicht geheimnisvoll sondern klar &amp;amp; es hat seine Größe durch seine Klarheit.&lt;br /&gt;Ou: O tema &lt;&lt;9ª.&gt;&gt; não cabe de maneira misteriosa mas clara &amp;amp; sua grandeza se dá pela clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Was sind die Gründe, &amp;amp; was spricht für sich selbst? Und was heißt : ”ja jetzt verstehe ich's; so muß es sein!”&lt;br /&gt;Quais são as razões, &amp;amp; o que fala por si mesmo? E o que quer dizer: "ah, agora eu entendo; isso deve ser assim!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So weit die Aesthetik&lt;br /&gt;A amplitude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(MS 156a, p. 54v)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;interessiert ist.&lt;br /&gt;do interesse estético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturgeschichte des Menschen, nicht Psychologie.&lt;br /&gt;História natural do homem, não psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Was ist eine Begründung eines Zuges einer Kunst? Wird es z.B., eines Musikstückes?&lt;br /&gt;O que é um fundamento de uma característica de uma arte? Seria, por exemplo, uma peça musical?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Die aesthetische Kritik eines Kunstwerkes lenkt unsere Aufmerksamkeit auf gewisse Züge. Indem sie das&lt;br /&gt;A crítica estética de uma obra de arte dirige nossa atenção para certas características. Na qual ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(MS 156a, p. 55r)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Werk mit anderen zusammenstellt, beschreibt mit andern Vorgängen vergleicht etc.etc. sie sagt etwa: gib auf diese Klimax acht etc.&lt;br /&gt;coloca a obra junto com outras, descreve comparando com outros processos etc., etc. ela diz talvez: desconsidere este clímax etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hier verwechselt man wieder leicht Grund &amp;amp; Ursache.&lt;br /&gt;Aqui se confunde bem facilmente razão &amp;amp; causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wenn man einen Komponisten gefragt hätte; warum schreibst  Du in der Form der Fuge etc.? Oder: warum befolgst&lt;br /&gt;Se alguém tivesse perguntado a um compositor, por que o escrevestes na forma de fuga etc.? Ou: por que seguistes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(MS 156a, p. 55v)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Du diese Regeln der Fuge?&lt;br /&gt;estas regras da fuga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Die Aesthetik lehrt uns wesentlich ein System kennen. Sie lehrt uns ein System sehen.&lt;br /&gt;O estético essencialmente nos torna familiares a um sistema. Ele nos ensina a ver um sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daß uns ihre letzten Gründe am Schluß ”ansprechen” müssen, damit hat sie, sozusagen, nichts zu tun.&lt;br /&gt;Que no fim nós tenhamos que "apelar" às suas últimas razões, ele, por assim dizer, nada tem a ver com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Und sie beschreibt auch nicht diesen Zustand, oder vielmehr diese vielen Zustände des seelischen Gleichge-&lt;br /&gt;Ele tampouco descreve este estado, ou muito menos estes vários estados do equilíbrio mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(MS 156a, p. 56r)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;wichts. Sie ist sozusagen axiomatisch.&lt;br /&gt;Ele é, por assim dizer, axiomático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vergleiche hin die Bedeutungen von ”gleich wahrscheinlich” und ”ästhetische befriedigend”.&lt;br /&gt;Compare aqui os significados de "mesma probabilidade" e "esteticamente satisfatório".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wäre sie Psychologie so wäre ihr die Systematik nicht wesentlich.&lt;br /&gt;Se ele fosse psicologia, a sistemática não lhe seria essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verstehen der Kirchentonarten. Verstehen einer chinesischen Darstellung.&lt;br /&gt;Compreender a música eclesiástica. Compreender uma apresentação chinesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kann eine Ursache&lt;br /&gt;Pode uma causa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(MS 156a, p. 56v)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;durch Introspektion festgestellt werden??&lt;br /&gt;ser estabelecida por introspecção??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psychoanalyse. Denke daran daß das Resultat der Analyse die Anerkennung des Analysierten verlangt!&lt;br /&gt;Psicanálise. Pense que o resultado da análise requer o reconhecimento do analisando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Warum ist Freuds Bedeutung als Psychologe an seinen Stil gebunden.&lt;br /&gt;Por que o significado de Freud como psicólogo está vinculado ao seu estilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Die Aesthetik sucht Gründe auf, nicht Ursachen.&lt;br /&gt;O estético busca razões, não causas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goethe, warum er&lt;br /&gt;Goethe, por que ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(MS 156a, p. 57r)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;das Experiment «in der Farbenlehre» zurückwies. Vergleiche unser Gefühl über das Psychologische Experiment.&lt;br /&gt;recusou o experimento na teoria das cores? Compare o nosso sentimento sobre o experimento psicológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es teilt uns nicht das mit was uns interessiert. Es ist «natürlich» nicht wahr daß er uns nichts mitteilt.&lt;br /&gt;Ele não nos comunica nada que nos interesse. Não é verdade, claro, que ele nada nos comunica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In der Kunst ist es schwer etwas zu sagen, was so gut ist wie: nichts zu sagen.&lt;br /&gt;Na arte é difícil dizer algo tão bom quanto: nada dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-4728052896842106949?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/4728052896842106949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=4728052896842106949' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4728052896842106949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4728052896842106949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/11/para-esclarecer-um-pouco-o-contexto-da.html' title='Na Arte é Difícil Dizer Algo Tão Bom Quanto: Nada Dizer (MS 156a, p. 57r)'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-9092245278621841534</id><published>2008-08-05T17:08:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T13:18:34.596-08:00</updated><title type='text'>Arte e Filosofia: Silêncio Eloqüente, Forma e Economia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SJjuJulI9cI/AAAAAAAAAF8/YHVgAS7d5mU/s1600-h/kunst.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SJjuJulI9cI/AAAAAAAAAF8/YHVgAS7d5mU/s400/kunst.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231192818080871874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na arte é difícil dizer algo tão bom quanto: nada dizer"&lt;br /&gt;(CV, p. 26; MS 156a, p 57r - entre 1932 e 1934)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é negar que com a palavra "arte" Wittgenstein não esteja pensando aqui em gramática. No parágrafo anterior a esta frase ele havia mencionado primeiro Freud e a sua busca pelas causas do desejo, e depois a teoria das cores de Goethe. Ambos os autores constituíram morfologias, mas esperavam que as suas razões fossem reconhecidas como causas e fossem correlativas a alguma coisa que pudesse ser chamada de "ciência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o grande desperdício: dizer o que a linguagem não diz e sobrecarregar o sentido com elementos desnecessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wittgenstein já havia feito a distinção dizer/mostrar no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tractatus&lt;/span&gt;, mas ali era diferente. O dizer estava restrito a proposições que compartilhassem com os fatos uma forma lógica, que os representasse. Enquanto representavam os fatos, os diziam, as proposições ao mesmo tempo mostravam o seu sentido (uma primeira forma de "mostrar"), e até mesmo mostravam o ético e o estético como sentimento ou limite do mundo (um segundo "mostrar").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 1930, não há mais restrições ao "dizer". Dizemos dentro de gramáticas, e elas são várias, múltiplas, de todos os tipos. Portanto, mostramos segundo tais dizeres, em conformidade com eles. Isso é o que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No interior de uma gramática não teria sentido dizer, por exemplo, "o metro tem um metro". A descrição seria vazia, pois, ao contrário, é com a proposição "o metro tem um metro" que messo a extensão de objetos dados na experiência, e sobre eles posso dizer algo de significativo (cf. IF § 50). "O metro tem um metro" é uma proposição gramatical nesse caso, um limite de um jogo de linguagem, uma regra com a qual organizo a experiência e digo algo sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, retomando a questão estética, Wittgenstein escreve sentenças filosóficas com caráter literário de poemas (cf. CV, p. 28), e que agem tão silenciosamente como o gesto em arquitetura; poemas que compartilham um certo estilo cabralino: preservar a operação própria da linguagem na maneira de relacionar-se com ela. Isto é, integrando-se à linguagem tal como um toureiro ao movimento leve e coreográfico da doma do touro com uma bandeira vermelha: sem perfumar a flor, sem poetizar o poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No reconhecimento e no respeito às regras do jogo está o silencioso segredo de diferenciar-se no jogo e começar a fazer, senão outras coisas, mais coisas. Não o esperado, não o já cansado estereótipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também aqui a grande diferença entre um tipo de filosofia como a de Wittgenstein e a que fez Deleuze, por exemplo. Apesar do filósofo das máquinas nomádicas desejantes e do corpo sem órgãos ter constituído operações pragmáticas em filosofia – isso é que é realmente a esquizoanálise -, ele não é para nada econômico em metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como é difícil negar também aqui que com as descrições gramaticais Wittgenstein ainda não esteja mostrando tudo aquilo que não se pode dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho em filosofia, para ele, era como o trabalho em arquitetura: sobre como se vê as coisas (cf. CV, p. 24). Não para dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;explicitamente&lt;/span&gt; nada pra ninguém. Um trabalho sobre a forma, sem ornamentos, nada que pudesse veicular conteúdos (IF § 217).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-9092245278621841534?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/9092245278621841534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=9092245278621841534' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/9092245278621841534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/9092245278621841534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/08/arte-e-filosofia-silncio-eloqente-forma.html' title='Arte e Filosofia: Silêncio Eloqüente, Forma e Economia'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SJjuJulI9cI/AAAAAAAAAF8/YHVgAS7d5mU/s72-c/kunst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-477679795977278477</id><published>2008-07-29T17:11:00.000-07:00</published><updated>2008-08-02T12:49:24.189-07:00</updated><title type='text'>A Chave da Loucura</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SI-zirs9BcI/AAAAAAAAAFk/X1QkpOYL3uw/s1600-h/fechadura.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SI-zirs9BcI/AAAAAAAAAFk/X1QkpOYL3uw/s200/fechadura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228595100828632514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Idéia de Freud: a fechadura não está destruída na loucura, só modificada; a velha chave não pode mais abri-la, mas uma chave configurada de outro modo poderia".&lt;br /&gt;(CV, p. 39; MS 120, p. 56v)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente Wittgenstein teria lido outros textos de Freud em sua vida além da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Interpretação dos Sonhos&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Psicopatologia da Vida Cotidiana&lt;/span&gt;. Desse modo estaria completamente descartada maneira como Freud descreve a economia, a dinâmica e a topologia dos mecanismos psicopatológicos como pano de fundo para intepretar a misteriosa frase acima, sobre fechadura e chave, anotada no dia 02/01/1938 no Manuscrito 120. Em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Inconsciente&lt;/span&gt;, de 1915, é que ficamos sabendo que o esquizofrênico trata representações de palavra como representações de coisa. Além do mais, nos textos freudianos pós-1914, que vinculam a psicose ao narcisismo, ficamos sabendo também que a psicanálise não tem serventia para esquizofrênicos (foi só Lacan quem reabriu essa possibilidade). Wittgenstein não sabia de nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decurso de 1938, Wittgenstein mencionou Freud muitas vezes em suas classes e anotações nos diários. Ele estava profundamente interessado na prática gramatical da psicanálise e no seu poder de persuasão: "What I'm doing is also persuasion" (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lectures &amp; Conversations on Aesthetics, Psychology and Religious Belief&lt;/span&gt;, p. 27). Toda a argumentação pretensamente científica de Freud lhe parecia uma confusão a ser combatida, mas a gramática da psicanálise foi algo que ele incorporou ao seu método (vide o meu artigo em &lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/trans/v30n2/a05v30n2.pdf"&gt;Trans/Form/Ação&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, só podemos interpretar a idéia da fechadura e da chave do ponto de vista gramatical, isto é, como relações internas dentro de uma rede de compreensão do comportamento humano. Então, ali, essa não é realmente uma idéia &lt;span style="font-style:italic;"&gt;de Freud&lt;/span&gt;; é no máximo uma idéia, poder-se-ia dizer,&lt;span style="font-style:italic;"&gt; freudiana&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é a seguinte: nossa maneira de lidar com a loucura não deve ser feita nos mesmos termos que a nossa maneira de lidar com o comportamento restrito ao padrão normal. A chave deve ser configurada de outro modo. Por quê? Obviamente porque o louco não joga o mesmo jogo que o dito "normal". Como é o seu jogo? Bem, isso cabe a nós descrever, isto é, reconfigurar a chave e abrir a fechadura. Mas aí já não é mais terapia conceitual, trata-se de uma tarefa para psiquiatras ou psicanalistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-477679795977278477?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/477679795977278477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=477679795977278477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/477679795977278477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/477679795977278477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/chave-da-loucura.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;A Chave da Loucura&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SI-zirs9BcI/AAAAAAAAAFk/X1QkpOYL3uw/s72-c/fechadura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-7865883434190640543</id><published>2008-07-26T17:26:00.000-07:00</published><updated>2008-12-16T06:42:29.263-08:00</updated><title type='text'>Nome Próprio, de Murilo Salles</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUe92MRaMeI/AAAAAAAAAHE/g0IWIfeywJc/s1600-h/nomeproprio.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUe92MRaMeI/AAAAAAAAAHE/g0IWIfeywJc/s200/nomeproprio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280397826820026850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Camila tem um excesso que nela não se contém.&lt;br /&gt;Isso que na psicanálise chama-se precisamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isso&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ela busca em vão, enquanto escreve, um amor que a estabilize,&lt;br /&gt;para escrever em paz.&lt;br /&gt;Porque escrever é mais importante que a morte.&lt;br /&gt;Mas a sua ilusão se desfaz com sofrimento atroz.&lt;br /&gt;Essa é a história do filme, esse é o aprendizado,&lt;br /&gt;esse é o percurso desse texto.&lt;br /&gt;Ela encontra, na própria escrita, no que já era&lt;br /&gt;ela mesma, a maneira de se duplicar.&lt;br /&gt;A escrita não é um espelho, apesar do que se possa imaginar.&lt;br /&gt;A escrita serve como suporte para o sentido; senão, o caos.&lt;br /&gt;Isso se aprende: a escrita tange o surto.&lt;br /&gt;Como o cine, como a ética,&lt;br /&gt;como tornar-se o que já se é.&lt;br /&gt;Sem desvios, sem delongas, sem mentiras: sem disfarce.&lt;br /&gt;Camila lembra Priscila,&lt;br /&gt;mas para esta falta a escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-7865883434190640543?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/7865883434190640543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=7865883434190640543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7865883434190640543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7865883434190640543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/nome-prprio-de-murilo-salles.html' title='Nome Próprio, de Murilo Salles'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SUe92MRaMeI/AAAAAAAAAHE/g0IWIfeywJc/s72-c/nomeproprio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-8214177390711860987</id><published>2008-07-26T06:14:00.000-07:00</published><updated>2008-07-26T07:09:44.214-07:00</updated><title type='text'>A é um Objeto Físico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SIsnbTz_NaI/AAAAAAAAAE8/12NeE6ltHJ4/s1600-h/objeto_fisico.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SIsnbTz_NaI/AAAAAAAAAE8/12NeE6ltHJ4/s200/objeto_fisico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227315142621869474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vou reproduzir aqui o parágrafo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sobre a Certeza&lt;/span&gt; que meu amigo NN (No Name) postou em seu blog &lt;a href="http://methodsofprojection.blogspot.com/"&gt;Methods of Projection&lt;/a&gt; (um dos três excelentes blogs que estão na minha lista de preferidos). Farei um comentário, e, em seguida, falarei com ele. Bem... talvez amanhã, porque hj já estou cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto:&lt;br /&gt;Sobre a Certeza § 36:&lt;br /&gt;A instrução "A é um objeto físico" somente a fornecemos para quem ainda não entendeu o que significa "A", ou o que significa "objeto físico". É portanto uma instrução sobre o uso de palavras e "objeto físico", um conceito lógico. (Como cor, medida...). E por este motivo não se pode formular uma frase como "há objetos físicos".&lt;br /&gt;Essas tentativas infelizes encontramos, no entanto, por todos os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário:&lt;br /&gt;Nós já sabemos que Wittgenstein estava discutindo o valor de uma prova como "esta é a minha mão" como refutação do ceticismo, tal como pretendia o seu amigo George Edward Moore ("Proof of an External World" in: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Philosophical Papers&lt;/span&gt;). O ponto é: uma frase como "esta é a minha mão" ou "há objetos físicos" não tem valor probatório. Elas funcionam como fundamentos inquestionáveis a partir dos quais, então sim, discutimos sobre a existência ou não de objetos. Tratam-se de certezas gramaticais. Como tais, não podem ser V ou F; como tais, tornam-se proposições absurdas quando mobilizadas como V ou F. O ponto é (novamente): diz-me o que dizes, e eu te direi o que fazes. Fazê-lo ou não é questão tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto pacífico até aqui. Mas, agora, o que nem todos sabemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já repararam o quanto Wittgenstein é tributário em sua filosofia do "Princípio do Contexto" de Frege (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fundamentos da Aritmética&lt;/span&gt; §§ 60-62)? "Só no contexto da proposição as palavras têm significado". Isto é, assim como Frege pretendia fazer com que o significado das palavras estivesse garantido exclusivamente numa correlação formal, em vez de apoiar-se num dado empírico ou psicológico, também Wittgenstein, no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tractatus&lt;/span&gt; - e também depois, atenção! -, estende a alguma espécie de articulação formal a justificação do significado: o sentido como suporte formal ou determinação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a priori&lt;/span&gt; do significado. Se antes a forma lógica era o único critério para essa possibilidade, agora esse papel se desempenha no exercício das regras gramaticais nas variadas situações contextuais, sentido e significado dados conjuntamente na situação pragmática. Daí a importância do contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se Moore estivesse discutindo fora do contexto e aplicando tremendamente mal as suas frases. Falta-lhe o esclarecimento gramatical, sobram-lhe formulações confusas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejam, e cuidado: não há uma teoria wittgensteiniana da gramática como há um princípio do contexto em Frege. Nosso filósofo pretende apenas terapia. Poder-se-ia realmente dizer "Moore está equivocado"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-8214177390711860987?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/8214177390711860987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=8214177390711860987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8214177390711860987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8214177390711860987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/um-objeto-fsico.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;A é um Objeto Físico&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SIsnbTz_NaI/AAAAAAAAAE8/12NeE6ltHJ4/s72-c/objeto_fisico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-3718715748483936928</id><published>2008-07-22T18:08:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T05:54:32.320-07:00</updated><title type='text'>Thomas Szasz</title><content type='html'>Engraçado... todos os psiquiatras que até hoje eu conheci conseguem apenas chegar a ter o cérebro do Holmer, meu amigo-desenho. Pensamento, vigoroso pensamento, em psiquiatria já é uma verdadeira façanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é surpreendente encontrar nesse campo tão desértico da atividade intelectual, uma atividade que deveria ter um manejo profundo da ética, algum lampejo de inteligência: Thomas Szasz (Diógenes, havendo-o encontrado, dizem, apagou a sua laterna em plena luz do dia), psiquiatra, tem uma surpreendente produção intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre ética em psiquiatria (não quero nem tocar nos problemas graves provenientes da prática generalizada da polifarmacologia), sente-se a urgente necessidade na hora em que ela não é mais medicina, isto é, quando o transtorno não é devido a uma condição médica ou a uso de substância - 99% dos casos na clínica comum, fora do hospital geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu livro de 46 anos atrás, e naturalmente com formulações epistemológicas bem datadas, Szasz coloca de uma só tacada (êêtaaa...) as psicoterapias (psiquiatria e psicanálise) no devido campo das operações mitológicas. Ou seja, como disciplinas que utilizam a mesma estratégia retórica e sedutora que a histérica. Disciplinas que praticam o quê?...      &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jogos de Linguagem&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma menção ao nome de Wittgenstein no livro. Saiu tudo da cabeça dele (???)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hein? Que livro? Ah, sim. Trata-se de &lt;a href="http://lojaabril.com.br/imports_productdetails.asp?Query=&amp;amp;ProdTypeId=9&amp;amp;CatId=32074&amp;amp;PrevCatId=32058&amp;amp;ProdId=752854&amp;amp;ST=CM32074"&gt;The Myth of Mental Illness: Foundations of a Theory of Personal Conduct&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou lendo &lt;a href="http://www.amazon.com/Our-Right-Drugs-Case-Market/dp/0815603339"&gt;Our Right to Drugs&lt;/a&gt;. Legalzinho - tirando, claro, essas baboseiras liberalóides de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Free Market&lt;/span&gt;, de que a droga tenha que ser considerada uma &lt;span style="font-style:italic;"&gt;propriedade privada&lt;/span&gt; (a convenção que nos garante liberdade e vida)(???).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: O tom azedo com a psiquiatria é só uma provocação, hein? Tenho a psiquiatria em alta conta, e é por isso que não acho que grande parte dos psiquiatras, pelo menos no Brasil, esteja realmente à altura dos desafios da especialidade. Isto é, quando a atividade vai para o campo da psicologia e sai do orgânico (a maioria dos casos fora do hospital, como disse).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-3718715748483936928?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/3718715748483936928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=3718715748483936928' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3718715748483936928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/3718715748483936928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/thomas-szazs.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Thomas Szasz&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-8529497841659877735</id><published>2008-07-21T04:33:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T17:45:01.958-07:00</updated><title type='text'>A Escada Não Me Interessa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SIR0bGWX3sI/AAAAAAAAAEc/JGY8BOBQifk/s1600-h/escada.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SIR0bGWX3sI/AAAAAAAAAEc/JGY8BOBQifk/s320/escada.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225429476566359746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 1930, Wittgenstein disse uma coisa muito curiosa: &lt;br /&gt;"Aquilo que se alcança por uma escada não me interessa." &lt;br /&gt;(CV, edição revisada [1998], p. 10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas havia interessado doze anos antes. Na § 6.54 do Tractatus lê-se:&lt;br /&gt;"Minhas proposições elucidam dessa maneira: quem me entende acaba por reconhecê-las como absurdos, após ter escalado através delas – sobre elas – para cima delas (Deve-se jogar fora a escada, por assim dizer, após ter subido por ela.)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mudou, senão o fato de que o que Wittgenstein buscava não estava lá no alto, mas aqui mesmo, ao lado? Em vez da linguagem sublime, o sublime da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escada do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tractatus&lt;/span&gt; havia sido um artefato retórico utilizado para seduzir o leitor a vir para cima, para os valores absolutos, para o sentido da vida, a ética, a felicidade, a face externa da fronteira do mundo sobre a qual nada se pode dizer, porque está fora do mundo. Em outras palavras, se nenhum fato, dentro do mundo, porta valores, se os fatos são indiferentes à vontade, se participam da formulação dos problemas, mas não resolvem os problemas, que é como se deve viver, então o sentido da vida não tem fundamento, só pode ser "sentido". Que o mundo exista é independente do que existe no mundo. Por isso, quando se sabe que o que se sente é o que vale a pena, os problemas filosóficos acabam, são como que implodidos por dentro, e a escada pode ser jogada fora. Viver nada tem a ver com filosofia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas veja, essa metafísica só é possível sobre a base de que só há uma linguagem, a que representa o mundo, por um lado, e mostra, por outro, o que não pode ser dito. Uma vez que a forma lógica, que garante a correspondência necessária à representabilidade da linguagem, não se aplica aos fenômenos concretos, uma vez que essa condição necessária da representabilidade não é uma forma lógica, mas como que se gera de muitas e variadas maneiras na própria prática da linguagem, então para que a sedutora escada? Não há nada excelso nem sublime na linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão dos valores, da ética, está na própria vida, não lá em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo um programa de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;investigações filosóficas&lt;/span&gt; se retoma nessa época, e acompanha Wittgenstein, sem escadas, até o fim da sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-8529497841659877735?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/8529497841659877735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=8529497841659877735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8529497841659877735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/8529497841659877735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/escada-no-me-interessa.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;A Escada Não Me Interessa&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SIR0bGWX3sI/AAAAAAAAAEc/JGY8BOBQifk/s72-c/escada.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-519820730679221054</id><published>2008-07-21T04:30:00.000-07:00</published><updated>2008-11-22T02:54:20.181-08:00</updated><title type='text'>Alimentar o Blog</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SIxyJ35mR8I/AAAAAAAAAFE/48HPH3AzLM8/s1600-h/jacare_simpson.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SIxyJ35mR8I/AAAAAAAAAFE/48HPH3AzLM8/s200/jacare_simpson.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227678781420226498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para quê?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém lê.&lt;br /&gt;Se alguém ler, não entende.&lt;br /&gt;Se entender, não corresponde.&lt;br /&gt;Se corresponder, desiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto uma horrível solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lugares por onde ando&lt;br /&gt;(Campinas e Araraquara)&lt;br /&gt;são um pântano que, em vez&lt;br /&gt;de jacarés, está cheio de&lt;br /&gt;Homer Simpsons por todos&lt;br /&gt;os lados. Talvez seja assim&lt;br /&gt;em todo o Brasil (Portugal&lt;br /&gt;tb?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito é conversar com eles mesmos.&lt;br /&gt;Homer Simpson é gente como a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dãããããhnnnn...&lt;br /&gt;(mas com o dedo na boca&lt;br /&gt;- trata-se de filosofia,&lt;br /&gt;não de boliche.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah? O que digo? Homer Simpson é gente como a gente?&lt;br /&gt;Putz, parece mais um jacaré...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-519820730679221054?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/519820730679221054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=519820730679221054' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/519820730679221054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/519820730679221054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/alimentar-o-blog.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Alimentar o Blog&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SIxyJ35mR8I/AAAAAAAAAFE/48HPH3AzLM8/s72-c/jacare_simpson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-6490691646354107667</id><published>2008-07-18T20:06:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T11:50:15.009-07:00</updated><title type='text'>Querer Dizer o Todo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SII3Xsrw3YI/AAAAAAAAADk/N7vWaQfZlng/s1600-h/jeder_satz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SII3Xsrw3YI/AAAAAAAAADk/N7vWaQfZlng/s320/jeder_satz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224799397974433154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cada frase que escrevo tenta sempre já dizer o todo, portanto sempre o mesmo &amp; elas são como visões de um objeto considerado sob diferentes ângulos" (MS 109, p. 207).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Prof. Paulo Margutti, no livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Iniciação ao Silêncio. Análise do Tractatus de Wittgenstein&lt;/span&gt; (Edições Loyola, 1998), considerou a estratégia retórica do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tractatus&lt;/span&gt; sob o ponto de vista de uma teoria da argumentação, e encontrou uma peça literária farta de recursos técnicos, como paradoxos e  contradições, cujo objetivo seria conduzir o leitor à contemplação mística e silenciosa do mundo, e à atitude ética, da qual, pelo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tractatus&lt;/span&gt;, nada se poderia dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, penso que essas estratégias retóricas atravessam toda a escrita de Wittgenstein, mas, depois do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tractatus&lt;/span&gt;, elas operam uma terapêutica. Continuam sendo silenciosas, continuam atuando pelo mostrar antes que pelo dizer, no entanto, em lugar da contemplação mística, o objetivo passou a ser a dissolução de dogmatismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase acima é de 1931. Ela já prenuncia a "visão de aspectos", formulada somente em 1947. Talvez, por isso, esse todo que se quer dizer, não pode ser dito senão sob cada aspecto, que é uma parte do mesmo objeto. Mas o todo, formulado, ou melhor, desenhado, indicado, mostrado, é, como tal, ambíguo, contraditório ou paradoxal – não pode ser dito. Ele serve apenas como estratégia para mostrar ao paciente que há mais possibilidades expressivas do que a única na qual ele se fixa. Vem daí a necessidade de variar-se os exemplos, criar analogias e questionar sempre o último argumento de cada proposição filosófica que pretenda um caráter apodítico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-6490691646354107667?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/6490691646354107667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=6490691646354107667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/6490691646354107667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/6490691646354107667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/querer-dizer-o-todo.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Querer Dizer o Todo&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SII3Xsrw3YI/AAAAAAAAADk/N7vWaQfZlng/s72-c/jeder_satz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-7474702540896341976</id><published>2008-07-16T05:54:00.000-07:00</published><updated>2008-07-17T06:41:40.322-07:00</updated><title type='text'>Do Livro ao Álbum</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SH30BUc3QkI/AAAAAAAAACk/t9WsG-kWcvE/s1600-h/feder.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SH30BUc3QkI/AAAAAAAAACk/t9WsG-kWcvE/s320/feder.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223599446326460994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entre 17 e 19 de Setembro, o &lt;a href="http://www.ifch.unicamp.br/coloquio_wittgenstein/"&gt;Colóquio Wittgenstein&lt;/a&gt; contará com a presença de Alois Pichler, diretor dos &lt;a href="http://wab.aksis.uib.no/index.page"&gt;Arquivos Wittgenstein&lt;/a&gt;, em Bergen, Noruega, e autor de um dos mais importantes livros publicados sobre as &lt;em&gt;Investigações Filosóficas&lt;/em&gt; nos últimos anos: "&lt;a href="http://www.amazon.com/Wittgensteins-Philosophische-Untersuchungen-%C3%96sterreichischen-Philosophie/dp/9042009594/ref=sr_1_6?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1216213501&amp;sr=1-6"&gt;As Investigações Filosóficas de Wittgenstein: Do Livro ao Álbum&lt;/a&gt;". Ainda em alemão, infelizmente. Alguém aí se anima a traduzir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ver de perto o que estou dizendo, o melhor é dar um pulinho na Unicamp e assistir a conferência dele, dia 18 de setembro às 14 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se vc não puder vir, fica, pelo menos, uma dica acerca do filósofo austríaco (que não é o Pichler, que tb o é), em relação aos textos que escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu penso, na realidade, com a pena, pois minha cabeça muitas vezes nada sabe sobre o que minha mão escreve" (Cultura e Valor, p. 24 - edição revista, Blackwell, 1998).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-7474702540896341976?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/7474702540896341976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=7474702540896341976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7474702540896341976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7474702540896341976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/do-livro-ao-lbum.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Do Livro ao Álbum&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SH30BUc3QkI/AAAAAAAAACk/t9WsG-kWcvE/s72-c/feder.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-4456330891653440133</id><published>2008-07-15T18:14:00.000-07:00</published><updated>2008-07-17T06:37:54.377-07:00</updated><title type='text'>Uma Dieta Insípida?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SH1OmT9oJVI/AAAAAAAAACU/BV96a26_nq8/s1600-h/homer-simpson-brain2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SH1OmT9oJVI/AAAAAAAAACU/BV96a26_nq8/s320/homer-simpson-brain2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223417562920396114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O caminho filosófico é meio árduo. À medida que a gente descobre coisas novas, vê o que ninguém mais vê, e fica mais parecido com o louco e angariando menos amigos que um anacoreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome de quê alguém dedicaria a esse tipo de situação a sua vida? O que se ganha com escrever e ninguém entender? Por que não optar pelo bom e velho &lt;span style="font-style:italic;"&gt;demodée&lt;/span&gt;, e não falar o óbvio que todos tanto gostam? Por que não buscar o brilhareco e o aplauso fáceis? Por que pagar papel de chato? Por que não ser logo igual a todo mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entrem nessa de filosofia, galera! E se vc já entrou, caríssimo capatázio, peça logo pra sair!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-4456330891653440133?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/4456330891653440133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=4456330891653440133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4456330891653440133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4456330891653440133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/uma-dieta-inspida.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Uma Dieta Insípida?&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SH1OmT9oJVI/AAAAAAAAACU/BV96a26_nq8/s72-c/homer-simpson-brain2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-4275099189114951962</id><published>2008-07-13T18:37:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T18:05:32.877-07:00</updated><title type='text'>A Psicanálise e a Árvore do Conhecimento</title><content type='html'>Uma das coisas mais estranhas que se pode fazer com a psicanálise hoje em dia é deslocá-la do seu ambiente de aplicação, o chamado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;setting&lt;/span&gt; analítico - a clínica -, para utilizá-la como teoria política ou sociológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos da clínica para a análise política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é psicanálise ou análise política?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa quase imperceptível modulação instala-se toda a indústria pseudocultural de Slavoj Zizek &amp; Cia. Venda massiva de livrinhos, artigos de jornal, programas de televisão, conferências de caráter científico etc. Uma picaretagem das mais baixas que eu já vi por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que Freud fez isso (não picaretagem, mas ingenuamente), em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mal-Estar na Civilização&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Futuro de uma Ilusão&lt;/span&gt;, ou em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Totem e Tabu&lt;/span&gt;. Mas... Convenhamos que nosso vitoriano Pai da Psicanálise estava muitíssimo interessado em comprovar a cientificidade &amp; utilidade pública da psicanálise. Freud era bom de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;marketing&lt;/span&gt;, mas porque era uma espécie de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Forrest Gump&lt;/span&gt; (uma vez um psiquiatra retardado ficou puto comigo quando eu disse isso.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa completamente diferente, mas muito diferente, é a atitude de Deleuze e Guattari (D&amp;G) - não confundir com Dolce &amp; Gabbana: saber que psicopatologia é política, que o delírio é histórico-mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja a profundidade da coisa em Wittgenstein:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deixar-se psicanalisar é de algum modo semelhante a comer da árvore do conhecimento. O conhecimento que se adquire com isso, nos coloca (novos) problemas éticos; mas em nada contribui para a sua solução" (&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cultura e Valor&lt;/span&gt;, p. 40).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil saber isso: a solução de um problema aritmético, uma equação, por exemplo, não gera novos problemas aritméticos; mas a solução de um problema social gera, muitas vezes, outros problemas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em psicanálise problemas se dissolvem, não se solucionam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-4275099189114951962?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/4275099189114951962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=4275099189114951962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4275099189114951962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4275099189114951962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/psicanlise-e-rvore-do-conhecimento.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;A Psicanálise e a Árvore do Conhecimento&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-7409286526882449094</id><published>2008-07-12T10:53:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T12:39:39.884-07:00</updated><title type='text'>Modificar a Vontade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SHjwL49sCQI/AAAAAAAAABc/L0yflITnGIc/s1600-h/ms112_112v.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SHjwL49sCQI/AAAAAAAAABc/L0yflITnGIc/s320/ms112_112v.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222187854996441346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Veja aqui ao lado um pedaço da página 112 (verso) do MS 112 (Manuscrito 112). Este trecho também foi publicado em "Cultura e Valor". Na minha edição (Blackwell, atualizada em 1998), está na página 25. Você pode clicar na imagem e ler o trecho mais de perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1931 a letra de Wittgenstein ainda não era tão bem desenhada quanto ficou depois da década de 40. Mas lê-se o seguinte (tirando a variação entre colchetes que, se alguém solicitar, posso traduzir depois):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem hoje ensina filosofia, dá ao outro alimentos, não porque eles são do seu gosto, mas para mudar o seu gosto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;prato cheio&lt;/span&gt; pra galera que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gosta&lt;/span&gt; de filosofia da educação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-7409286526882449094?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/7409286526882449094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=7409286526882449094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7409286526882449094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/7409286526882449094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/07/modificar-vontade.html' title='&lt;span style=&quot;font-weight:bold;&quot;&gt;Modificar a Vontade&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/SHjwL49sCQI/AAAAAAAAABc/L0yflITnGIc/s72-c/ms112_112v.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-6256048452652556755</id><published>2008-06-15T09:55:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T12:41:26.479-07:00</updated><title type='text'>A Relevância das "Observações Sobre O Ramo de Ouro"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SFVLjbNaldI/AAAAAAAAABA/c--AFzXP1uY/s1600-h/frazer.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SFVLjbNaldI/AAAAAAAAABA/c--AFzXP1uY/s320/frazer.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212155215722747346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Observações Sobre &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Ramo de Ouro&lt;/span&gt; de Frazer, conjunto de textos escritos por Wittgenstein em 1931 e em 1936, se revestem de um enorme interesse não só para o estudioso da obra e do pensamento do filósofo vienense. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a antropologia, por exemplo, pode-se ressaltar características muito importantes (desde que se mantenha em foco a perspectiva de que um trabalho filosófico prescinde de pesquisa empírica – embora não seja independente do empírico, a relação é, precisamente, a contrária). Desse ponto de vista, vislumbra-se: (a) um certo pioneirismo; isto é, se as críticas de Wittgenstein não são exatamente inaugurais, posto que a antropologia de gabinete feita por Frazer já era alvo de uma certa zombaria nas revistas britânicas de antropologia na primeira década do século XX, a sua relevância surge quando lembramos que ainda em 1927, cinco anos depois de publicado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os Argonautas do Pacífico Ocidental&lt;/span&gt;, Malinowski dizia que não se sentia preparado para abandonar o evolucionismo.  Acrescente-se a isso, (b) o fato de que o filósofo teceu suas reflexões de modo completamente independente, sem conhecer o trabalho de nenhum outro antropólogo. E, precisamente por esse motivo, é notável (c) que as suas idéias tenham ido muito mais além do que as críticas da época, funcionalistas ou não, puderam fazê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-6256048452652556755?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/6256048452652556755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=6256048452652556755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/6256048452652556755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/6256048452652556755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/06/relevncia-das-observaes-sobre-o-ramo-de.html' title='&lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;A Relevância das &quot;Observações Sobre &lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;O Ramo de Ouro&lt;/span&gt;&quot;&lt;/span&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SFVLjbNaldI/AAAAAAAAABA/c--AFzXP1uY/s72-c/frazer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-1919527445005141776</id><published>2008-06-01T17:56:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T06:28:43.834-07:00</updated><title type='text'>Tradução em Português das Observações Sobre "O Ramo de Ouro" de Frazer, de Wittgenstein</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SFWA8w6Z9gI/AAAAAAAAABI/0OKfT7V-kPo/s1600-h/manuscrito.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SFWA8w6Z9gI/AAAAAAAAABI/0OKfT7V-kPo/s320/manuscrito.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212213925161596418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A tradução completa, em edição bilíngue e acrescida de notas comentadas, das &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Observações Sobre "O Ramo de Ouro" de Frazer&lt;/span&gt;, conjunto de reflexões escritas por Wittgenstein, pode ser baixada (ainda livremente) da &lt;a href="http://www.psicanaliseefilosofia.com.br/adverbum/Vol2_2/observacoes_ramo_de_ouro.pdf  "&gt;Revista Digital AdVerbum&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;no número 2 (2) 2007: pp. 186-222.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-1919527445005141776?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/1919527445005141776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=1919527445005141776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/1919527445005141776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/1919527445005141776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2008/06/observaes-sobre-o-ramo-de-ouro-de.html' title='Tradução em Português das &lt;span style=&quot;font-style:italic;&quot;&gt;Observações Sobre &quot;O Ramo de Ouro&quot; de Frazer&lt;/span&gt;, de Wittgenstein'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xVJg-6ewtw0/SFWA8w6Z9gI/AAAAAAAAABI/0OKfT7V-kPo/s72-c/manuscrito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681574808215436610.post-4876557371053744832</id><published>2007-08-18T14:29:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T10:49:56.399-07:00</updated><title type='text'> WITTGENSTEIN: OBSERVAÇÕES SOBRE O RAMO DE OURO DE FRAZER</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Objetivos do curso:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Compreensão do texto: alcançar uma interpretação razoável da&lt;br /&gt;estratégia e da finalidade do opúsculo.&lt;br /&gt;2) Relevância do texto: identificar os adversários diante dos quais&lt;br /&gt;Wittgenstein toma partido e por quê.&lt;br /&gt;3) Correlações internas do texto: ser capaz de contextualizar a obra&lt;br /&gt;nas produções anteriores e posteriores.&lt;br /&gt;4) Correlações externas do texto: ser capaz de contextualizar a obra&lt;br /&gt;no diálogo com outras teorias filosóficas (Frege, Russell) e&lt;br /&gt;antropológicas (Boas, Pritchard, Winch).&lt;br /&gt;5) Crítica do texto: alcançar a autonomia do leitor, isto é, ser capaz de&lt;br /&gt;levantar objeções consistentes ao texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Método do curso:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Leitura prévia, exposição e discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Plano do curso:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agosto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;16 – Introdução&lt;br /&gt;23 – Ludwig e o esclarecimento lógico dos problemas filosóficos.&lt;br /&gt;30 – Ludwig e a inefabilidade da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Setembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;13 – Ludwig Wittgenstein e a extensão da lógica ao cálculo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outubro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;4 – Wittgenstein e os jogos de linguagem&lt;br /&gt;11 – “Toda uma mitologia se assenta na nossa linguagem.”&lt;br /&gt;18 – Persuasão antes que convencimento&lt;br /&gt;25 – A autonomia da gramática&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novembro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1 – Gramática e vontade, e a gramática da vontade&lt;br /&gt;8 – Apresentação panorâmica&lt;br /&gt;22 – Diálogos polifônicos&lt;br /&gt;29 – Mágica e metafísica&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dezembro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;6 – Avaliação.&lt;br /&gt;13 – Finalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Avaliação:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interpretação por escrito de uma das observações do texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681574808215436610-4876557371053744832?l=investigacoesfilosoficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/feeds/4876557371053744832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681574808215436610&amp;postID=4876557371053744832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4876557371053744832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681574808215436610/posts/default/4876557371053744832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://investigacoesfilosoficas.blogspot.com/2007/08/wittgenstein-observaes-sobre-o-ramo-de.html' title='&lt;strong&gt; WITTGENSTEIN: OBSERVAÇÕES SOBRE &lt;i&gt;O RAMO DE OURO&lt;/i&gt; DE FRAZER&lt;/strong&gt;'/><author><name>João José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05734252178130939930</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_xVJg-6ewtw0/R8KWvAkPzII/AAAAAAAAAAU/3kB3T2z2h3M/S220/jj.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
